Por Claudio Sandos
O termo política, em sua origem, carrega a promessa de superar as limitações que ameaçavam a sociedade de maneira insustentável.
Historicamente, a política nasceu nos grandes centros urbanos, onde a aglomeração de pessoas exigia a criação de espaços públicos e sistemas que pudessem ir além dos interesses individuais ou de pequenos grupos econômicos.
A concepção original da política estava centrada em equilibrar os conflitos sociais, compartilhar bens públicos e diminuir as desigualdades.
Com o tempo, foram estabelecidos conceitos fundamentais como bem público, leis, organizações sociais e administração. Essas práticas ajudaram a construir a ideia de política e os sistemas de governo que conhecemos hoje.
Apesar da diversidade de sistemas políticos ao redor do mundo, nenhum conseguiu completamente reduzir as desigualdades sociais. Pelo contrário, a cada dia surgem novos bilionários enquanto milhões permanecem na pobreza. Esse cenário levanta a questão: estamos sem saída?
A história nos mostra que, como sociedade, sempre temos saída quando nos unimos para superar desafios.
O Brasil, por exemplo, superou 400 anos de escravidão formal, atravessou a ditadura e iniciou um sistema político democrático que, embora repleto de desafios, representa um avanço significativo. Entre os maiores desafios atuais estão as questões ambientais e sociais.
Precisamos resignificar a palavra política na perspectiva de governo, focando nos interesses coletivos e não nos individuais. Isso exige que governemos em todas as esferas — municipal, estadual e federal — com nosso coração.
A política democrática deve ser inclusiva, abarcando tanto o campo quanto a cidade, e respeitando a diversidade que compõe a nossa sociedade.
SOBRE CLAUDIO SANDOS – Formado em Pedagogia pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e especializado em Agroecologia e Educação do Campo (UFP), Claudio Sandos é dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e militante da luta camponesa.

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