As eleições municipais de 2024 prometem ser desafiadoras para o campo progressista na capital rondoniense. Pré-candidatos como Fátima Cleide (PT), Samuel Costa (REDE) e Vinicius Miguel (PSB) apareceram com baixas intenções de votos na Pesquisa Pré-Eleitoral, realizada pela empresa 100% Cidades em parceria com a Futura Inteligência.

Fátima Cleide, a mais bem colocada entre eles, registra 2,2% das intenções de votos, em um cenário inicial apresentado aos entrevistados da pesquisa para estimular uma resposta espontânea.

Esse número cresce para 7,5% em um segundo cenário de intenções de votos, quando os entrevistados tiveram que escolher um nome entre todos os pré-candidatos apresentados.

Samuel Costa e Vinicius Miguel aparecem com um desempenho mais modesto, com 0,2% nas intenções de voto no cenário inicial. Entre os dois, o pré-candidato do PSB sobressai no segundo cenário, com 4,1% nas intenções de voto.

Outro obstáculo para o campo progressista rondoniense é a alta taxa de rejeição. Por conta do antipetismo, Fátima Cleide lidera a lista de rejeição com 35,7%, o que é uma grande injustiça contra uma mulher que tem anos de vida política e muito fez pelo nosso estado. Mas isso, deixaremos para abordar em um próximo artigo.

Outros pré-candidatos progressistas também enfrentam altos índices de rejeição. A pesquisa aponta o nome de Pimenta de Rondônia (PSOL) – que até o momento não se lançou como pré-candidato para as eleições de 2024 – como o segundo mais rejeitado, com 32,0%.

Com 9,3%, o advogado e professor da Universidade Federal de Rondônia, Vinicius Miguel, é o que tem a menor taxa de rejeição entre os pré-candidatos progressistas. Samuel Costa tem 12,6%.

Diante deste cenário, com baixos índices de intenções de voto e altas taxas de rejeição, será que existe esperança para campo progressista?

De acordo com a pesquisa, 40,5% dos entrevistados afirmaram não ter preferência por nenhum posicionamento político específico, enquanto 38,5% se identificam com a direita e 9,9% com a esquerda.

Por mais que a direita tenha uma vantagem considerável, existe uma parcela significativa do eleitorado sem preferência política definida.

É com esse público que o campo progressista deve dialogar, mas por onde começar? A pesquisa aponta alguns caminhos.

Existem estratégias que os candidatos progressistas podem adotar para melhorar suas chances. A primeira é investir em uma comunicação que enfatize os pontos fortes de suas trajetórias políticas, um fator importante de decisão de voto para 22,5% dos eleitores.

Outra ideia é participar de debates, que aparecem como o fator mais influente para a decisão o voto, conforme responderam 26,6% dos entrevistados.

A comunicação dos pré-candidatos deve levar em conta que a televisão ainda é a principal fonte de informação sobre os candidatos, de acordo com 35,5% dos entrevistados. Na sequência, aparecem as redes sociais, com 21,6%, e os sites de notícias, com 20,1%.

Para 68,0% dos entrevistados, o Instagram é a rede social mais usada para se informar sobre candidatos políticos. Em seguida, vem o Facebook (39,1%) e o YouTube (15,1%).

Os candidatos progressistas precisam estar presentes e ativos nessas plataformas, utilizando-as para engajar diretamente com os eleitores, esclarecer dúvidas e combater desinformação.

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