No último domingo, 14 de julho, o Domingo Espetacular, da TV Record, exibiu uma reportagem especial que escancarou a nível nacional o descaso que a população de Porto Velho enfrenta em relação ao serviço público de saúde.
O programa de TV visitou as instalações do Hospital e Pronto Socorro João Paulo II, na capital rondoniense, e flagrou um ambiente de condições precárias com pacientes completamente abandonados em cadeiras da recepção ou deitados no chão por conta da superlotação.
A reportagem ainda revelou que, em 2019, uma verba de R$ 100 milhões foi liberada para a construção de uma unidade de atenção especializada em saúde com o objetivo de resolver esse problema.
Porém, o Secretario da Saúde da época – o médico e deputado federal Fernando Máximo (União Brasil – RO) – optou por não usar esse dinheiro, que foi devolvido aos cofres da Caixa Econômica Federal, e propôs um novo projeto.
Em janeiro de 2022, o então Secretário da Saúde da gestão do governador Marcos Rocha, anunciou a construção do Hospital de Urgência e Emergência (HEURO) com a promessa de desafogar o serviço público de saúde da capital rondoniense.
Conforme divulgado pelo Governo Estadual, o projeto contava com 399 leitos, centro cirúrgico com dez salas de cirurgia, hemodinâmica e 60 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A reportagem do Domingo Espetacular denunciou que as obras do HEURO se encontram paradas há 2 anos e que as licenças para a construção foram suspensas.
De acordo com a prefeitura de Porto Velho, prazos e exigências não foram respeitados pelo Consórcio Vigor Turé, empresa responsável pela execução da obra.
Máximo – que se elegeu deputado federal usando sua gestão de Secretário da Saúde de palanque – não respondeu as tentativas de contato da emissora para se pronunciar na reportagem.
O “máximo” que ele fez foi jogar a bomba do colo da gestão Marcos Rocha, que ainda não se pronunciou sobre o caso.
De acordo com nota divulgada pela assessoria do deputado, ele deixou o cargo há mais de 27 meses e que depois duas pessoas passaram pelo cargo, portanto, não cabe a ele “emitir informação sob o andamento da obra”.
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