Neste sábado (17), na Granja do Torto, em Brasília, o Presidente Lula se reuniu com ministros e a direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), representada por 35 dirigentes de diferentes partes do país.
Na ocasião, a representação do movimento presenteou Lula com produtos da Reforma Agrária. Além disso, plantaram mudas de árvores que foram levadas de assentamentos do MST em todos os biomas do Brasil.
O plantio simbolizou a preocupação do movimento em construir soluções populares para a crise climática.

Ao longo da audiência, os dirigentes do MST ressaltaram preocupação com os principais dilemas do país, como a fome, a desigualdade social, a concentração fundiária, a violência no campo e a crise ambiental.
Os dirigentes também expressaram preocupação com a reconstrução do Rio Grande do Sul, após as enchentes.
Consequência da crise ambiental, as enchentes atingiram nove assentamentos da reforma agrária, além de cooperativas que construíram a maior experiência de produção de arroz agroecológico da América Latina. Ao todo, mais de dois mil hectares de arroz foram perdidos pelas famílias nas enchentes.
Presente no encontro, Ceres Hadich, da coordenação nacional do MST, afirmou que o movimento entende a catástrofe como parte de uma crise ambiental mundial.
“Pensar a saída é pensar a saída para a crise climática que a gente está enfrentando. Apresentamos uma pauta recortada olhando para o caso específico dos assentamentos. Houve muitos afetados pelas enchentes: estruturas de cooperativas, de agroindústrias, linhas e cadeias produtivas organizadas, como hortifrutigrangeiros e arroz. Houve o comprometimento do governo em acelerar isso e caminhar de mãos dadas”, destacou Hadich.
O MST também destacou a atual situação das mais de 65 mil famílias acampadas em todo o país, que seguem sonhando com a terra, e das quase 500 mil famílias assentadas, que enfrentam diversas dificuldades para avançar na produção de alimentos.
Na sequência, os dirigentes apresentaram um Plano Agrário que permite o avanço da Reforma Agrária Popular, com políticas ligadas ao assentamento das famílias acampadas, massificação da agroecologia, acesso a crédito para produção de alimentos saudáveis, combate à violência no campo e recuperação ambiental.
Também apontaram a necessidade do fortalecimento e reestruturação de órgãos ligados à Reforma Agrária, como INCRA e CONAB.
Em nota oficial, a direção do MST avaliou o encontro como importante e positivo, além de elogiar o tom sincero do presidente pela renovação do compromisso com a Reforma Agrária Popular por meio de permanente diálogo.
De acordo com João Paulo Rodrigues, integrante da direção nacional do MST, o movimento saiu satisfeito por ter uma reunião longa e ouvir do presidente o compromisso de uma segunda reunião de trabalho em 30 a 40 dias para que o governo apresente resposta às pautas apresentadas.
Ceres Hadich reforçou que foi um evento para reafirmar o compromisso com a democracia e com o conceito de que o direito à terra precisa estar entre as prioridades das políticas públicas.
“Foi um evento importante para reafirmar o compromisso, primeiro com a democracia, entendendo que a construção e realização da reforma agrária é parte fundamental desse processo, e reapresentar ao governo a nossa pauta histórica, que tem como pilar o tema do acesso à terra, à regularização das famílias hoje acampadas, que são mais de 100 mil, e também o que diz respeito ao desenvolvimento humano integral”, disse Ceres Hadich.
Esta é a sétima vez que um Presidente da República recebe o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em seus 40 anos de luta. No terceiro mandato de Lula é a primeira vez que o encontro acontece.
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Crédito das fotos: Ricardo Stuckert
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