Mais de 130 mulheres de 20 estados brasileiros participaram do I Encontro Nacional do Levante Feministra Contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, que aconteceu entre 2 a 4 de novembro em Brasília.

O encontro histórico contou com a participação de cinco integrantes do Levante Feminista de Rondônia, entre elas estavam a jornalista Luciana Oliveira, de Porto Velho, e a vereadora Vera Márcia, de Ji-Paraná.

O evento marcou quatro anos da campanha contra o feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio, intensificando a mobilização por políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e preservação da vida das mulheres.

Durante o evento, as participantes formaram grupos de trabalho, discutindo estratégias e planos para pressionar os poderes públicos a garantir a segurança das mulheres em todo o país.

Em um dos momentos mais importantes do encontro, foi redigida uma carta-manifesto direcionada ao governo, ao Judiciário e à imprensa, destacando a urgência de ações concretas que previnam e combatam o feminicídio, o lesbocídio e o transfeminicídio.

“Estamos reunidas em âmbito nacional para exigir medidas que garantam a justiça e a reparação, honrando a memória das vítimas de feminicídios e transfeminicídios”, diz trecho do documento.

Os números, atualizados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, revelam a gravidade da situação no Brasil, que ocupa o quinto lugar no mundo em feminicídios, com uma média de 1.450 mortes por ano, uma a cada seis horas.

As ministras Cida Gonçalves (Mulheres) e Anielle Franco (Igualdade Racial) também marcaram presença e destacaram a urgência de novas medidas de proteção e conscientização.

Em discurso, Cida Gonçalves reforçou a necessidade de engajamento em políticas preventivas, como a ampliação das Casas da Mulher Brasileira e a disponibilização de delegacias especializadas em atendimento 24 horas.

Já a ministra Anielle Franco destacou as sequelas deixadas pela violência, relembrando o julgamento dos assassinos de sua irmã, Marielle Franco. “Essa vitória é de todas nós que lutamos para que a memória e a luta de Marielle permaneçam vivas”, afirmou, em um depoimento emocionado.

A deputada Érika Kokay (PT) também esteve presente e defendeu o fortalecimento das políticas públicas de gênero. “Negar a construção de gênero é naturalizar a discriminação que as mulheres sofrem”, argumentou, ao lado de outras líderes políticas e ativistas.

Além de exigir investimentos governamentais, a carta do Levante Feminista pediu uma ação coordenada entre Judiciário e mídia para promover uma cultura de paz, respeito e justiça.

A carta foi entregue em órgãos públicos como a Secretaria Nacional de Articulação Institucional e a Defensoria Pública da União, simbolizando a continuidade da luta e o esforço coletivo em nome de um Brasil mais seguro para todas as mulheres.

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