Brasília foi palco de um marco histórico nesta quarta-feira (20), com a visita de Estado do presidente da República Popular da China, Xi Jinping, recebido com honras pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.

A reunião resultou em quase 40 acordos internacionais que alicerçam uma parceria estratégica abrangente e projetam as bases para os próximos 50 anos, com foco em infraestrutura sustentável, transição energética, inteligência artificial, economia digital e saúde.

“A China e o Brasil, os dois maiores países em desenvolvimento em seus respectivos hemisférios, têm a responsabilidade histórica de promover uma ordem internacional mais justa e equitativa”, declarou Xi Jinping.

Lula reforçou o compromisso comum em defesa da reforma da governança global, priorizando um sistema ambientalmente sustentável e democrático.

Os desdobramentos dessa parceria incluem iniciativas como a criação de uma Força-Tarefa para Desenvolvimento Sustentável, alinhando projetos prioritários com estratégias brasileiras, como o PAC e o Plano de Transformação Ecológica, e chinesas, como a Iniciativa Cinturão e Rota. Outro destaque foi o suporte da China à Aliança Global contra a Fome e à proposta brasileira do Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

Com recordes no comércio bilateral, superávit brasileiro de US$ 51 bilhões e investimentos crescentes em infraestrutura, o relacionamento entre as duas nações segue sendo estratégico.

O estreitamento de laços visa não apenas a expansão econômica, mas também o fortalecimento de elos acadêmicos e tecnológicos, sinalizando um futuro de inovação e sustentabilidade.

FORÇA-TAREFA – Lula garantiu que, para que os acordos sejam implementados, uma Força-Tarefa sobre Cooperação Financeira e outra sobre Desenvolvimento Produtivo e Sustentável serão estabelecidas e vão apresentar projetos prioritários em até dois meses, além dos esforços mantidos para dar seguimento ao Diálogo MERCOSUL-China e ao aprofundamento da cooperação na área de investimentos.

MUNDO MELHOR – Para o líder chinês, é hora de ambos os países, juntos, buscarem desenvolvimento, cooperação e justiça, em vez de pobreza, confrontação e hegemonia, e, assim, construírem um mundo melhor. O presidente brasileiro ressaltou o suporte do governo chinês à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, lançada oficialmente há dois dias, durante a Cúpula do G20, no Rio de Janeiro, que já tem a adesão de mais de 80 nações. “A China foi parceira de primeira hora nessa empreitada para devolver a dignidade a 733 milhões de pessoas que passam fome no mundo em pleno século 21”, disse Lula.

BUSCA PELA PAZ – Outro tema abordado na reunião dos dois líderes foi o fim das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Lula lembrou que sem paz o planeta tampouco estará em condições de construir soluções para a crise climática, outra meta compartilhada com a China. “O interesse chinês pelo Fundo Florestas Tropicais para Sempre, proposto pelo Brasil para remunerar a preservação desses biomas, confirma que há alternativas eficazes para financiar o desenvolvimento sustentável”.

UCRÂNIA E PALESTINA – Xi Jinping ressaltou que somente quando houver uma visão de segurança comum, cooperativa e sustentável será possível uma trilha de paz duradoura. “China e Brasil emitiram entendimentos comuns sobre uma resolução política para a crise na Ucrânia e criaram o Grupo de Amigos da Paz sobre a crise na Ucrânia, junto com os outros países do sul global. Devemos reunir mais vozes que advocam a paz e procuram viabilizar uma solução política. Sobre o conflito no Oriente Médio, o presidente chinês afirmou que é necessário focar na Palestina. “É a causa raiz. Apelamos por um cessar-fogo imediato”, reforçou o líder chinês.

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