Apenas um dos oito deputados federais de Rondônia tem se contorcido de todas as formas para defender Jair Messias Bolsonaro em meio as revelações da tentativa de Golpe de Estado que inundaram o noticiário.

É claro que estamos falando do colega de partido do ex-presidente: Coronel Chrisóstomo, o único parlamentar do Partido Liberal (PL) eleito em Rondônia.

Em 27 de novembro, o deputado bolsonarista usou seu momento de fala na 211ª Sessão Deliberativa Extraordinária da 57ª Legislatura para acusar – sem provas – a ex-presidenta Dilma Rousseff de “assassinar um soldado do Exército em frente do quartel”.

Apesar de não trazer detalhes em seu discurso, o congressista rondoniense estava se referindo ao caso do soldado Mário Kozel Filho, do qual já foi comprovado que Dilma não tem qualquer envolvimento.

O Estadão, veículo de imprensa que possui linha editorial antipetista, já havia checado essa informação em 2020 e atestado que não há qualquer indício que comprove o envolvimento da ex-presidenta em qualquer ação armada durante a ditadura empresarial-militar.

As especulações absurdas de Coronel Chrisóstomo também repercutiram na imprensa estadual. Em um editorial, o site Rondônia Dinâmica destacou que, enquanto o deputado mentia descaradamente, o próprio Bolsonaro praticamente implorava por anistia.

Porém, muito antes disso, o deputado já havia demonstrado um certo incômodo em ver Bolsonaro protagonizar um dos maiores escândalos da nossa História.

Em 19 de novembro, após a imprensa revelar o plano macabro das Forças Armadas para matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, Chrisóstomo – na tentativa de defender Jair Bolsonaro – Coronel Chrisóstomo usou as redes sociais para lembrar do caso Adélio Bispo, já encerrado pela PF, que concluiu – duas vezes – que ele agiu sozinho.

O deputado segue publicando conteúdos mentirosos que reforçam a narrativa e insustentável de que “não houve golpe” e que tudo não passa de perseguição contra o ex-presidente e as Forças Armadas, alimentando seu eleitorado com teorias conspiratórias e informações falsas para garantir seu lugar no legislativo.

Afinal, de qual outra forma ele conseguiria se manter relevante no jogo político?

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Foto: Câmara dos Deputados

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