Neste sábado (12), a Polícia Federal anunciou a prisão do general Walter Souza Braga Netto, alvo do inquérito de investiga a tentativa de golpe de Estado.
Ele foi preso em sua casa, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e encaminhado para o Comando Militar do Leste, sob custódia do Exército.
De acordo com a PF, a prisão preventiva era necessária, pois a liberdade do general representaria um risco à ordem pública, já que havia a possibilidade dele voltar a cometer ações ilícitas.
A PF também fez buscas na residência do general e cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do coronel Peregrino, assessor de Braga Netto.
Os mandados de prisão preventiva, busca e apreensão foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PF, Braga Neto teve participação nos atos terroristas do 8 de janeiro, além de coordenar ações ilícitas executadas pelos “kids pretos“, grupo de elite das Forças Armadas, que teria planejado a execução do presidente Lula, seu vice Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes.
Além disso, a PF afirma que o general teria tentado obter dados sigilosos do acordo de colaboração de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
Em novembro, o nome do general constava na lista de indiciados pela Polícia Federal por tentativa de Golpe de Estado e outros crimes. Além dele, a lista contém outros nomes que fizeram parte do Governo Bolsonaro.
General da reserva do Exército, Walter Souza Braga Netto foi ministro da Casa Civil e da Defesa e candidato a vice-presidente na chapa de Jair Messias Bolsonaro nas eleições de 2022. A partir de hoje, ele se tornou o primeiro general quatro estrelas a ser preso na história do país.
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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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