Por Marinilda Mandu
A Campanha da Fraternidade 2025, com o tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema bíblico “Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1:31), tem mobilizado comunidades em todo o Brasil para refletirem sobre o cuidado com a Casa Comum.
Em Ouro Preto do Oeste, o Santuário Diocesano, juntamente com suas 70 comunidades, aderiu à campanha priorizando a etapa AGIR, que propõe a implementação de ações concretas para preservar o meio ambiente.
Motivadas por essa proposta, um grupo de mulheres da Comunidade Santo Agostinho decidiu colocar em prática um gesto concreto de cuidado com a natureza.
Formado pelas ministras da Eucaristia Elieide Monteiro, Josilane Almeida Montalvão, Fátima Mafia, acompanhadas por Armelinda Bonedau e Jheimy Dalmasio Coelho, o grupo está confeccionando 100 bolsas sustentáveis do tipo ECOBAG.
As peças serão distribuídas gratuitamente no próximo dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, durante as celebrações da comunidade.

A iniciativa nasceu a partir da reflexão sobre os três passos da Campanha da Fraternidade: Ver, reconhecendo o pecado ecológico; Julgar, analisando e propondo soluções para a degradação ambiental; e Agir, promovendo mudanças práticas.
O grupo decidiu doar seu trabalho e os materiais necessários para confeccionar as bolsas, que servirão como incentivo para a substituição de sacolas plásticas por alternativas mais sustentáveis.
Apesar da dedicação, as mulheres enfrentam desafios para ampliar a ação, já que contam apenas com uma máquina de costura simples, sem zig-zag, o que dificulta o acabamento perfeito das peças. Mesmo assim, a esperança é de que a ação inspire mais pessoas a adotarem hábitos sustentáveis e fortaleçam o compromisso com a ecologia integral.
A entrega das bolsas será realizada após as celebrações da manhã e da noite, acompanhada de um café partilhado, fortalecendo os laços comunitários e reforçando a mensagem da Campanha da Fraternidade 2025.
A iniciativa deixa um desafio para toda a comunidade: Quais outras ações podem ser efetivas para cuidar da Casa Comum segundo a realidade local?
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Marinilda Maria Mandu é graduada em Pedagogia da Terra e Letras Português/Inglês e possui 22 anos de docência na Escola Municipal Paulo Freire
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Fotos: Comunidade Santo Agostinho/Divulgação
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