Entre os dias 7 e 11 de abril, Brasília se tornará palco da 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), evento promovido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e suas sete organizações regionais que contará com a participação de lideranças indígenas dos nove países da Bacia Amazônica, além de representantes do Canadá, ilhas do Pacífico e Austrália.

A edição de 2025 reforça a centralidade dos povos indígenas na luta contra as mudanças climáticas, num contexto de preparação para a COP30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA).

Sob o lema “Pelo Clima e Pela Amazônia: A Resposta Somos Nós”, a tenda da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) será um dos espaços de debate sobre a justiça climática e a demarcação de terras indígenas.

A participação de delegações internacionais fortalece a articulação dos povos originários em defesa dos territórios e contra a exploração de recursos naturais na Amazônia.

Entre os destaques estão os Pacific Climate Warriors, ativistas das nações do Pacífico, a organização canadense Sacred Earth Solar, liderada por mulheres indígenas, e a Troika dos Povos Indígenas, iniciativa que busca garantir a presença indígena nas próximas conferências do clima.

De Rondônia, a Organização dos Povos Indígenas de Rondônia e Noroeste do Mato-Grosso (OPIROMA) estará presente no ATL 2025. A entidade atua na defesa dos territórios indígenas e das unidades de conservação ameaçadas por novos projetos de hidrelétricas.

Para Toya Manchineri, coordenador-geral da Coiab, o Acampamento Terra Livre 2025 será um espaço essencial de articulação internacional.

“Os povos indígenas ao redor do mundo têm suas próprias culturas, modos de vida e desafios, mas compartilham uma luta comum: a defesa de seus territórios e da biodiversidade. Como guardiões das florestas, rios e mares, nossas vozes e conhecimentos tradicionais precisam estar presentes na construção de políticas climáticas e em espaços de decisão como a COP30”, afirmou.

A programação do ATL 2025 inclui debates e atos políticos. Entre os destaques estão a marcha “A Resposta Somos Nós”, que reunirá delegações internacionais no dia 10 de abril, e a mesa sobre transição energética justa, no dia 9, com a participação de mulheres indígenas do Canadá.

O evento se encerra com um pronunciamento internacional de lideranças do Pacífico e do G9 da Amazônia Indígena, reafirmando a luta coletiva pela proteção da floresta e pelo reconhecimento dos direitos dos povos originários.

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Foto: Instituto Socioambiental (ISA)

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