Famílias atingidas pelas cheias do Baixo Madeira seguem completamente desassistidas pelo governo de Rondônia, afirmam lideranças comunitárias dos distritos de Calama e Demarcação e outras comunidades ao longo do Rio Preto, que há semanas enfrentam as consequências do avanço das águas sem qualquer tipo de apoio direto do Estado.

“O governo estadual não deu um passo sequer para ajudar essas famílias. As comunidades de Calama e Demarcação e muitas outras comunidades ribeirinhas estão sem assistência”, afirma Marivani Reis, coordenadora do Movimento Articulado de Mulheres Ribeirinhas.

De acordo com Marivani, um impasse entre a Prefeitura de Porto Velho e o proprietário de uma embarcação tem impedido o envio de ajuda emergencial.

Ela conta que o Governo de Rondônia alegou estar repassando recursos via Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SEAS) para que o Município execute as ações — mas, na prática, nenhuma assistência chegou até as famílias atingidas.

“As ajudas não chegaram até agora. Tem muitas famílias desabrigadas, sem água potável, sem alimentos, sem moradia. A Prefeitura está empenhada em ajudar, mas está sem recursos porque a gestão anterior não deixou orçamento para isso”, detalha Luciomar Monteiro Costa, membro da coordenação colegiada da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

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Luciomar conta que a Defesa Civil tem atuado de forma conjunta com os movimentos sociais – como a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Cáritas, Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e organizações locais do Baixo Madeira – com algumas ações já realizadas na região do distrito de São Carlos.

No entanto, ele reitera que a ausência do governo estadual tem dificultado qualquer resposta mais ampla e eficaz. “Estamos na articulação, fazendo o possível com o que temos. Porém, o governo de Rondônia não deu um passo na ajuda”, acrescenta.

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