A Ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, participou do evento Renovando Nossa Energia, encontro organizado pela 350.org que, entre os dias 13 e 17 de abril, reuniu em Brasília mais de 200 lideranças climáticas de mais de 70 países com o intuito de impulsionar a transição energética justa.
A ministra lidera uma instância proposta pelo Presidente Lula chamada Balanço Ético Global, uma iniciativa que – segundo o governo federal – “promoverá diálogos em diferentes regiões do mundo para refletir como alinhar decisões ao objetivo inegociável de manter o aquecimento global a 1,5º C “.
Este ano, durante o Acampamento Terra Livre (ATL), grupos indígenas da floresta Amazônica e do Oceano Pacífico declararam que “lideranças indígena e de comunidades tradicionais, a transição energética justa, financiamento direto e a preservação integral das florestas, oceanos e solos, é o ponto de partida para qualquer discussão sobre o Balanço Ético Global.
A visita da Ministra Marina Silva ao evento também aconteceu dias após mais de 40 ativistas do encontro levarem às portas do Palácio do Itamaraty painéis solares e uma faixa de mais de 20 metros feita pelo artista Mundano com cinzas de queimadas da Amazônia, clamando pela liderança do Brasil na COP30 rumo a uma transição energética justa.
A ação no Itamaraty pediu uma resposta direta a uma carta entregue à presidência da COP30 durante o ATL, assinada por mais de 180 organizações de todo o mundo e milhares de pessoas em uma petição online, exigindo que o fim dos combustíveis fósseis, a transição energética justa e a liderança indígena e tradicional estejam no centro das decisões da COP30.
“A gente tem que pensar na raiz do problema climático. Será que alguém ainda não sabe que a raiz do problema é o uso de combustíveis fósseis? Todo mundo sabe disso, isso inclusive já foi acordado na COP28 – Agora é implementar, implementar, implementar”, disse Marina Silva durante o evento.
“A ideia de justiça climática e a transição energética justa precisa ser cada vez mais reforçada e sobretudo considerada em todas as etapas do processo de negociação e planejamento. E que isso seja feito com sabedoria”, acrescentou a ministra.
Para Ilan Zugman, diretor da 350.org para América Latina e o Caribe, a visita da ministra ao evento é um bom sinal. “Se quisermos falar de um balanço ético este ano, não podemos deixar de fora as pessoas que são mais afetadas pela crise climática e no entanto tem menos responsabilidade por ela”, destacou.
“Por isso, neste mês, lideranças, ativistas, e influenciadores do mundo demandaram que o fim dos combustíveis fósseis, a transição energética justa e a liderança indígena e das comunidades tradicionais estejam no centro da discussão da COP30. Não vamos aceitar menos que isso”, enfatizou o diretor.
Cacique Ninawa, do povo Huni Kui, que participou do evento, também considerou positiva a visita de Marina Silva para a causa da transição enérgica justa.
“Precisamos de coragem política para nos reconhecer, eliminar de vez o uso de combustíveis fósseis, acelerar uma transição justa e financiar aqueles que mais tem feito no enfrentamento da crise climática – Nós, povos indígenas e tradicionais somos as verdadeiras autoridades climáticas e guardiões do planeta”, ressaltou o indígena.
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Foto: Divulgação/Renovando Nossa Energia
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