A Câmara dos Deputados foi palco, nesta quarta-feira (23), do lançamento do livro “Chacinas e conflitos agrários: os casos de Pau D´Arco e do Quilombo de Iúna”, publicado pela Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e produção de conhecimento do Partido dos Trabalhadores (PT).
A atividade reuniu movimentos sociais, lideranças quilombolas, organizações rurais e representantes dos ministérios da Justiça, do Desenvolvimento Agrário e da Igualdade Racial.
O evento se insere na programação do Abril Vermelho — mês de mobilização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em memória do massacre de Eldorado dos Carajás (PA), ocorrido em 1996 — e marca o lançamento do terceiro volume da coleção “Chacinas e a politização das mortes: estudo de casos”, do Projeto Reconexão Periferias.
Com base em entrevistas aprofundadas, a obra reconstrói os episódios de violência agrária que ocorreram em 2017: a chacina de Pau D’Arco (PA), onde dez trabalhadores rurais foram assassinados durante uma reintegração de posse, e o caso do Quilombo de Iúna (BA), que vitimou seis lideranças quilombolas e inspirou o premiado romance Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior.
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Para o coordenador do projeto, Paulo Ramos, o lançamento representa mais do que a apresentação de um livro — é um ato político de resistência.
“A violência no campo não é exceção, mas reflexo de uma estrutura marcada pela concentração de terra, exploração e impunidade. É preciso dar nome às vítimas, visibilizar os conflitos e fortalecer a luta por justiça social”, afirmou.
A publicação foi realizada em parceria com a Secretaria Agrária Nacional do PT, a Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas, a Fundação Cultural Palmares e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
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Fotos: Thiago Mello – PT/DF
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