A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) elegeu, na última sexta-feira (25), a nova diretoria para o mandato 2025-2028. A Chapa 1 – Rui Xavier – ABI Luta Pela Democracia, encabeçada por Octávio Costa e Regina Pimenta, foi eleita com ampla maioria, conquistando 92,20% dos votos válidos. Foram 282 votos a favor, com 24 votos brancos e nulos.
A eleição foi marcada pela retirada da Chapa 2 – Sem Anistia para Golpistas, que se retirou do processo na Assembleia Geral Ordinária realizada na véspera do pleito. Após a saída, o grupo fez campanha para que os associados não participassem da votação.
Ainda assim, 306 associados (64% dos 479 aptos) exerceram seu direito ao voto, sendo 56 presencialmente e 250 pelo sistema eletrônico. A abstenção foi de 36%.
Durante o pronunciamento de agradecimento, o presidente reeleito Octávio Costa lamentou a atitude da Chapa 2: “Isso foi lamentável. Um fato negativo na história da ABI”, afirmou.
“A política de oposição, é claro, faz parte do jogo democrático. O que não faz parte é uma campanha suja como a que levou à retirada de uma chapa do processo às vésperas da eleição. Mas esse grupo não terá mais espaço para fazer a política suja que vinha fazendo. Os associados perceberam que não poderiam se deixar levar por esse tipo de manobra”, completou.
Octávio reforçou que a vitória representa não apenas a continuidade de sua gestão, mas a força coletiva do movimento ABI Luta Pela Democracia.
“A reeleição não é uma vitória de indivíduos, mas de um grupo político que atua na ABI desde 2019. Conto com o apoio de todos para esses três anos que temos pela frente, sempre na luta em defesa da democracia, da liberdade de imprensa e do estado democrático de direito. Democracia Sempre!”, concluiu.

O jornalista Marcelo Auler, um dos fundadores do movimento ABI Luta Pela Democracia em 2019, também celebrou a vitória e destacou a importância da unidade para o fortalecimento da entidade.
“Pelo sétimo ano consecutivo, a chapa apresentada pelo movimento foi aclamada na eleição da nossa Casa do Jornalista. Lamentamos que nosso movimento tenha gerado rachas e dissidências, que realmente enfraquecem não apenas a entidade, mas também as lutas que temos que travar”, afirmou.
Auler defendeu que o momento é de cicatrizar feridas, ampliar o quadro social da ABI com novas adesões, atrair gerações mais jovens e avançar na nacionalização da entidade.
“Precisamos fortalecer cada vez mais a nossa querida ABI para que ela continue encabeçando as principais batalhas em defesa do Estado Democrático de Direito e do jornalismo profissional e sério, que é um dos pilares da democracia, hoje tão ameaçado”, concluiu.
Nascido em Fortaleza do Abunã, distrito de Porto Velho, e hoje radicado em Maricá (RJ), o jornalista rondoniense Zola Xavier da Silveira, associado da ABI e autor do livro “Uma Frente Popular no Oeste do Brasil”, compareceu pessoalmente na sede da entidade para participar da votação.
Zola havia declarado em qual chapa votaria: “Meu voto é para Chapa 1, confiando que a ABI – Casa dos Jornalistas – continue sua jornada centenária em defesa da democracia e da imprensa livre”, ressaltou o jornalista dias antes da eleição.
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