O Ministério Público do Trabalho (MPT) promove, ao longo do mês de maio, a campanha Maio Lilás 2025, que este ano traz como lema “CLT: Quem conhece, defende”.

A iniciativa tem como foco ampliar o conhecimento da sociedade sobre os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e estimular o diálogo social em torno da construção de relações de trabalho mais justas, especialmente entre os jovens.

A campanha propõe uma reflexão sobre o papel do emprego formal como base para relações de trabalho mais estáveis e protegidas.

A programação inclui ações nas redes sociais do MPT, uma edição especial da revista MPT em Quadrinhos voltada ao combate às práticas antissindicais, além de um evento nacional comemorativo aos 16 anos da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social (Conalis).

“A CLT não limita — ela protege”, afirma a coordenadora nacional da Conalis, procuradora regional do Trabalho Viviann Brito Mattos. Segundo ela, a campanha busca desmistificar a ideia de que o trabalho com carteira assinada é algo ultrapassado ou incompatível com os anseios da juventude.

“Ter carteira assinada não é sinônimo de mediocridade, é sinal de que há uma rede de direitos que sustenta quem trabalha. Queremos abrir espaço para que a juventude reconheça o valor da proteção coletiva”, destaca.

Flexibilidade, autonomia e independência são conceitos frequentemente associados a formas de trabalho informal, mas, na prática, muitos trabalhadores atuam nessas condições por falta de alternativas.

Quando ocorrem acidentes, doenças ou demissões inesperadas, a ausência de proteção trabalhista revela o custo da informalidade. Um exemplo emblemático é o trabalho por aplicativos.

Dados de uma pesquisa recente da ONG Ação da Cidadania revelam que 41% dos entregadores de comida por aplicativo já sofreram acidentes de trabalho — destes, quase 39% tiveram que se afastar por conta da gravidade.

Além disso, mais da metade (56,7%) dos 1.700 entrevistados trabalham todos os dias, sem folgas ou amparo legal.

Para a vice-coordenadora nacional da Conalis, procuradora do Trabalho Priscila Moreto de Paula, o desafio da campanha está em mostrar que o trabalho protegido não é algo do passado, mas uma conquista atual que precisa ser defendida.

“O trabalho protegido é fruto de luta da classe trabalhadora. Mesmo com novas formas de organização do trabalho, o mundo do trabalho não mudou em sua essência: a maioria das pessoas depende dele para sobreviver. A CLT continua fazendo sentido”, defende.

Criada em 2017, a campanha Maio Lilás é uma ação anual do MPT que homenageia, por meio da cor e do mês, marcos históricos da luta trabalhista e da igualdade de gênero.

Em 2025, a proposta é aproximar ainda mais a juventude dos debates sobre proteção social, direitos coletivos e o futuro do trabalho — um futuro que, segundo o MPT, precisa ser construído com justiça e dignidade.

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