Na última sexta-feira, 9 de maio, profissionais da educação de Nova Mamoré paralisaram suas atividades em protesto contra o descumprimento da lei do piso salarial, a desvalorização dos técnicos e técnicas educacionais e a ausência de unificação no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR).
A mobilização, organizada pelo SINTERO, foi aprovada em assembleia realizada no dia 29 de abril e evidencia o descontentamento da categoria com a falta de reconhecimento por parte da administração municipal.
De acordo com o sindicato, os trabalhadores e trabalhadoras da educação enfrentam uma situação de defasagem salarial e ausência de políticas públicas que garantam uma carreira justa e digna.
“Essa luta é de todos nós. Sem a valorização das/dos profissionais da educação, não há como garantir uma educação de qualidade. O SINTERO está ao lado de cada servidor e servidora e continuará firme na defesa de seus direitos”, afirmou Dioneida Castoldi, presidenta da entidade.
A paralisação contou ainda com o apoio de pais e trabalhadores do Setor Ribeirão, da terceira linha, que não iniciaram o ano letivo devido à falta de transporte escolar e às condições precárias das estradas. Eles também participaram do ato, reforçando as reivindicações por melhorias na infraestrutura e no acesso à escola.
Durante a mobilização, uma comissão formada por representantes da categoria e da comunidade foi recebida pelo presidente da Câmara Municipal.
Como resultado da reunião, foram definidos três encaminhamentos: uma audiência com os pais do Setor Ribeirão na segunda-feira (12), uma reunião com o prefeito na terça-feira (13), com participação da comissão, e a realização de uma audiência pública convocada pelo Legislativo para debater os problemas da educação com a sociedade.
Após a reunião com o prefeito, a categoria deverá se reunir em assembleia para discutir os próximos passos da mobilização.
O movimento reforça que o que está em jogo vai além de tabelas salariais — trata-se do respeito às trabalhadoras e trabalhadores que constroem, diariamente, a educação pública de Nova Mamoré.
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Foto: SINTERO
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