Com uma mistura vibrante de alimentos saudáveis, solidariedade, arte, cultura e formação política, a 5ª Feira Nacional da Reforma Agrária transformou o Parque da Água Branca, em São Paulo, em um verdadeiro mosaico da diversidade camponesa brasileira.

Organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a edição deste ano celebrou uma década de existência da iniciativa e bateu recordes: mais de 300 mil pessoas passaram pelos quatro dias de evento, que contou com a maior diversidade de produtos já apresentada — 1.920 tipos, vindos de todas as regiões do país.

Sob o lema “Agroecologia: produzir alimentos e enfrentar a crise climática”, a Feira reafirmou seu papel como espaço estratégico de debate sobre políticas públicas para a produção de alimentos saudáveis, geração de renda, preservação ambiental e combate à fome.

“A Feira vem mostrar as propostas concretas e reais do Movimento Sem Terra para enfrentar duas grandes mazelas que atingem o povo brasileiro: a fome e a crise climática. É um espaço de soluções, não só para o povo Sem Terra, mas para todo o povo brasileiro”, destacou Bárbara Loureiro, da direção nacional do MST.

Além da feira de produtos, a programação foi marcada por momentos potentes de articulação política, solidariedade e internacionalismo.

No Ato MST Cultivando a Solidariedade, foram doadas 25 toneladas de alimentos a organizações populares paulistas. Com os excedentes, o total doado chegou a 40 toneladas.

Outro ponto alto foi o “Café com Parlamentares”, que reuniu 60 deputados e senadores de diferentes estados, demonstrando apoio público à Reforma Agrária Popular e à atuação do MST no desenvolvimento econômico e social do Brasil.

Já o “Ato Internacionalista”, no último dia, reuniu representantes de Cuba, Palestina, República Árabe Saaraui Democrática e Venezuela, reforçando alianças globais em defesa da soberania dos povos.

Ao todo, participaram da Feira mais de 2 mil camponeses e camponesas dos 24 estados brasileiros, representando cooperativas, cozinhas populares e experiências agroecológicas.

Foram apresentadas 580 toneladas de alimentos e 11 novos produtos lançados. O espaço “Culinária da Terra” ofereceu 143 tipos de pratos típicos de 23 estados, traduzindo o Brasil rural também por seus sabores.

No campo das ideias e da cultura, o público pôde acompanhar 28 seminários e oficinas, curtir apresentações de 357 artistas e conhecer iniciativas de 180 cooperativas da Reforma Agrária.

O “Café Literário” recebeu nomes como o jornalista Leonardo Sakamoto, entre outras figuras que fortalecem o debate sobre justiça social e soberania alimentar.

“A Feira Nacional expressa tudo o que o MST quer construir e acredita de uma nova sociedade; do cultivar, cuidar, desde o alimento que vem de cada canto desse país até a nossa forma de receber cada um e cada uma que passa na feira”, concluiu Bárbara Loureiro.

*****

Foto: Priscila Ramos

*****

Compartilhe esse conteúdo com seus amigos e familiares e siga os perfis do Rondônia Plural nas redes sociais:

Instagram

Facebook

X

Deixe um comentário

PLURALIDADES

Assine a nossa newsletter! Todo sábado você receberá no seu e-mail as principais notícias da semana