Na última terça-feira (27), o senador Marcos Rogério (PL-RO) protagonizou uma cena deplorável e vergonhosa ao tentar constranger, desqualificar e interromper a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O comportamento do senador não é apenas a materialização de uma visão conservadora e fundamentalista que não aceita mulheres tomando decisões de poder. É também a forma como o agronegócio age para intimidar e calar quem se opõe a seus interesses latifundiários.

A masculinidade tóxica, que se expressa no grito e na tentativa de silenciamento de mulheres, não está dissociada dos interesses econômicos que o senador representa.

Marcos Rogério é, há muito, um dos principais defensores do agronegócio, que não apenas devasta florestas e compromete o equilíbrio climático, mas que também carrega, em sua estrutura, a mesma lógica de dominação: da terra, dos corpos e das vozes.

Assim como o agro vê a floresta como obstáculo, o conservadorismo também vê quando uma mulher ousa falar, liderar e propor um outro caminho como uma ameaça.

A truculência usada contra Marina Silva é uma extensão simbólica da motosserra que avança sobre a Amazônia. É a mesma lógica que transforma rios em pasto, mata em soja e vidas em lucro.

O que Marcos Rogério talvez não perceba — ou finge não perceber — é que, assim como a floresta resiste, as mulheres também resistem. Marina Silva não se calou. E tantas outras também não se calarão.

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