A Coalizão da Flotilha da Liberdade (Freedom Flotilla Coalition – FFC) anunciou que lançará uma nova missão humanitária com destino à Faixa de Gaza no próximo dia 1º de junho.
A embarcação partirá da Itália com o objetivo de romper o bloqueio imposto por Israel e levar ajuda à população palestina, que enfrenta uma das piores crises humanitárias do século.
A expedição foi confirmada menos de dois meses após o ataque de drones israelenses ao navio Conscience, ocorrido em águas internacionais no dia 1º de maio. O bombardeio deixou quatro tripulantes feridos e destruiu completamente a embarcação, segundo denúncia da própria coalizão.
O novo navio, batizado de Madleen, carrega um simbolismo forte: leva o nome da única pescadora de Gaza registrada em 2014, símbolo de resistência frente ao cerco marítimo. A bordo estarão 12 ativistas de diferentes países, incluindo médicos, engenheiros, professores, artistas e defensores dos direitos humanos — todos treinados em ações não violentas.
“Não vamos recuar. O ataque ao Conscience foi uma tentativa brutal de calar a solidariedade internacional, mas só reforçou nossa convicção de seguir navegando rumo à justiça. Quando governos e instituições se calam, cabe à sociedade civil ocupar esse espaço com coragem e ação direta”, declarou Thiago Ávila, ativista brasileiro e coordenador da Freedom Flotilla Coalition.
A FFC atua desde 2010 para denunciar o bloqueio israelense que há 17 anos impede a livre circulação de pessoas e mercadorias na Faixa de Gaza, afetando mais de dois milhões de palestinos. A coalizão ficou conhecida mundialmente após o ataque ao navio Mavi Marmara, também em águas internacionais, em que dez ativistas foram mortos por forças israelenses.
O bombardeio ao Conscience, em meio ao atual cerco total a Gaza, foi classificado por organizações de direitos humanos como uma grave violação do direito internacional. Apesar disso, o episódio foi ignorado por boa parte dos governos e da mídia internacional, o que, segundo a FFC, torna ainda mais urgente a mobilização da sociedade civil.
“A cada missão, reafirmamos que a solidariedade internacional não pode ser derrotada por mísseis ou censura. Navegar para Gaza é um ato de resistência civil que denuncia o apartheid e o uso da fome como arma de guerra”, reforça Ávila.
A coalizão exige que a comunidade internacional assegure passagem segura para o Madleen e responsabilize Israel pelos ataques às missões humanitárias.
A FFC também faz um chamado a organizações, movimentos sociais e indivíduos a apoiarem a nova expedição, seja nas ruas, nos parlamentos ou nas redes sociais, na defesa do povo palestino e do direito internacional.
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