Durante sua participação no XVI Congresso Nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), realizado em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas à decisão do governo de Israel de aprovar 22 novos assentamentos na Cisjordânia, território reconhecido internacionalmente como parte do Estado da Palestina.

“O anúncio pelo Governo de Israel realizado ontem, dia 29 de maio, para a aprovação de 22 novos assentamentos na Cisjordânia, território que é parte integrante do Estado da Palestina. Esta decisão constitui flagrante ilegalidade perante o Direito Internacional e contraria frontalmente o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024”, afirmou Lula.

O presidente destacou que o Brasil repudia as medidas unilaterais do governo israelense, que, segundo ele, equivalem à anexação do território palestino ocupado, comprometendo a solução de dois Estados — um caminho defendido historicamente pela diplomacia brasileira.

“O Governo reafirma, ainda, seu histórico compromisso com um Estado da Palestina independente e viável, convivendo em paz e segurança ao lado de Israel, nas fronteiras de 1967, incluindo a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, com capital em Jerusalém Oriental”, completou.

O posicionamento foi recebido com aplausos e gritos de “Palestina livre” do público presente.

O presidente foi enfático ao apontar o desequilíbrio no conflito. “O que nós estamos vendo não é uma guerra entre dois exércitos preparados em um campo de batalha com as mesmas armas. Não. O que nós estamos vendo é um exército altamente profissionalizado matando mulheres e crianças indefesas”, declarou.

“Eu sei que tem muita gente que não gosta, mas o que eu quero dizer aqui é: isso não é uma guerra, é um genocídio e um desrespeito a todas as decisões da ONU”, completou, sendo novamente ovacionado pelos presentes.

As declarações de Lula reforçam o posicionamento histórico do Brasil em defesa dos direitos do povo palestino e da busca por uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio, alinhada ao direito internacional e às resoluções das Nações Unidas.

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Foto: Sérgio Dutti

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