O Ministério das Relações Exteriores divulgou na manhã desta segunda-feira (9) uma nota condenando a interceptação do veleiro Madleen, da Flotilha da Liberdade, pela marinha de Israel. A embarcação transportava itens básicos de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e contava com 12 ativistas a bordo, incluindo o brasileiro Thiago Ávila.
Na nota, o governo brasileiro reforça o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais e exige que o governo israelense liberte imediatamente os tripulantes detidos.
O Itamaraty também ressalta que Israel, enquanto potência ocupante, tem a obrigação de remover todas as restrições à entrada de ajuda humanitária no território palestino, conforme determina o direito internacional.
“O Brasil acompanha com atenção a interceptação […] e sublinha a necessidade de que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária”, diz o comunicado.
Ainda segundo o Itamaraty, as embaixadas brasileiras na região estão em alerta para prestar assistência consular, se necessário, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares.
A ação de Israel contra o Madleen acontece em meio à crescente pressão internacional por um cessar-fogo e por medidas concretas para aliviar a crise humanitária em Gaza, que enfrenta severas limitações ao acesso de alimentos, remédios e insumos básicos desde o agravamento do conflito em outubro de 2023.
A Flotilha da Liberdade é uma coalizão internacional que tenta romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza desde 2007, por meio do envio direto de embarcações com ajuda humanitária.
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