No último domingo (8), aconteceu o espetáculo “Essência e Ritmos: Vozes que Florescem“, no auditório Leila Barreiros, em Ji-Paraná. Contemplado pela Lei Paulo Gustavo (Edital 003/2024), o evento foi idealizado e conduzido pela pela violinista Rita Carneiro.
No vocal, estava uma das mais belas e representativas vozes de Rondônia: a líder comunitária e comunicadora popular Vera Márcia, conhecida como “a voz da comunidade”.
Vera foi acompanhada por Babão no violão, João Costa no piano e Anderson Santos na percussão. Juntos, apresentaram um repertório que mesclou cantos afro-brasileiros, composições autorais e poesias emocionantes.
“Cantar é minha forma de existir por inteiro. É minha oração, minha força e minha bandeira. Hoje, eu não cantei só com a voz — cantei com o corpo inteiro, com minha história, com a dor e a beleza de ser uma mulher preta em Rondônia”, afirmou Vera.
“Quero que mais meninas e mulheres negras olhem pra esse palco e se vejam ali também. A arte precisa ser espelho, precisa abrir caminho”, acrescentou.
O espetáculo também foi marcado pelo cuidado com a acessibilidade: com a participação da intérprete de Libras Queila Ribas, cada verso e melodia foi traduzido ao público surdo, reforçando o caráter inclusivo da noite.
A realização do evento contou com o apoio da Fundação Cultural de Ji-Paraná, da Prefeitura Municipal, do projeto Orquestra em Ação e do Ministério da Cultura.
Mais do que uma noite de apresentações, o espetáculo é uma pequena amostra da força da cultura produzida em Ji-Paraná — diversa, vibrante e profundamente conectada às raízes de um povo que canta e resiste.
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Foto: Vera Márcia/Acervo Pessoal
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