Um tremor de terra de baixa magnitude surpreendeu moradores da região central de Rondônia no início da noite do último domingo (22). O evento, registrado às 19h44 (horário local), teve epicentro no município de Ouro Preto do Oeste e alcançou magnitude estimada de 3,5 na escala Richter, segundo dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).

Apesar de relativamente fraco, o abalo foi sentido em cidades próximas, como Ji-Paraná, Teixeirópolis, Jaru e Vale do Paraíso. Até o momento, não há registros de danos estruturais ou vítimas.

A região onde o tremor ocorreu está localizada no interior da Placa Sul-Americana, longe das zonas de encontro entre placas tectônicas, onde os terremotos são mais frequentes. Por isso, eventos sísmicos em Rondônia são considerados incomuns e, geralmente, de baixa intensidade.

De acordo com especialistas, o fenômeno foi resultado de um movimento em falhas geológicas antigas ainda existentes no subsolo, que podem ser reativadas ocasionalmente pelo acúmulo de tensões internas — um tipo de sismo conhecido como intraplaca.

O tremor foi detectado pela estação sismográfica da RSBR em Guajará-Mirim, que registrou as ondas sísmicas nas três componentes do sismômetro: vertical, norte-sul e leste-oeste.

O monitoramento contou com o apoio do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e de instituições de pesquisa como o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (SIS/UnB), a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), o Observatório Nacional e a Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

“Embora tremores com magnitude em torno de 3,5 raramente causem impactos significativos, eles ajudam a aprimorar o conhecimento sobre a dinâmica geológica da região e reforçam a necessidade de manter e expandir a rede de monitoramento sísmico no Brasil”, explica o sismólogo Marcelo Peres Rocha, do SIS/UnB.

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