Rondônia encerrou o primeiro semestre de 2025 com um dos melhores resultados dos últimos anos no combate às queimadas. De acordo com levantamento do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o estado registrou queda significativa nas áreas atingidas pelo fogo e no número de focos de calor — reflexo direto de investimentos em prevenção, ampliação das forças de combate e novas diretrizes de manejo do fogo.

Os dados integram o panorama nacional das queimadas e revelam um avanço importante para os nove estados que compõem a Amazônia Legal. No comparativo entre janeiro e junho de 2024 e o mesmo período de 2025, a área total queimada na Amazônia caiu 75,4%, passando de mais de 1 milhão de hectares para cerca de 247 mil.

O número de focos de calor também recuou de 13.489 para 5.169 — o menor índice desde 2018. Rondônia, que integra o bioma amazônico, teve participação decisiva nesses resultados.

Prevenção e resposta reforçadas

Para alcançar esse desempenho, Rondônia recebeu aproximadamente R$ 34 milhões do Fundo Amazônia, destinados à compra de equipamentos, estruturação de bases operacionais e capacitação de brigadistas.

Além disso, integrou a contratação recorde de brigadistas federais em 2025: ao todo, 4.385 profissionais foram mobilizados em toda a região, com parte expressiva alocada em território rondoniense.

Outro reforço importante foi a renovação da frota aérea do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), que aumentou a capacidade de resposta em áreas de difícil acesso, comuns nas zonas rurais e de floresta do estado.

Políticas de longo prazo

Paralelamente às ações emergenciais, Rondônia vem sendo incluída em iniciativas estruturantes para o controle de incêndios a médio e longo prazo. Uma delas é a implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada pela Lei nº 14.944/2024, que estabelece estratégias preventivas e o uso controlado do fogo como instrumento de manejo ambiental.

O estado também avançou na elaboração de seus Planos Operativos Estaduais, com diretrizes específicas para o combate ao fogo em áreas florestais, assentamentos rurais e unidades de conservação.

Além disso, participa da Sala de Situação sobre Incêndios, espaço de articulação técnica entre ministérios, governos estaduais e especialistas para o monitoramento em tempo real das ocorrências.

Sinais de alerta permanecem

Apesar do progresso, o próprio relatório do MMA alerta para a necessidade de manter a vigilância elevada nos próximos meses. A previsão de estiagens prolongadas, comuns na segunda metade do ano, pode favorecer a propagação de queimadas, inclusive em áreas protegidas.

O histórico de pressão fundiária, desmatamento e grilagem de terras em Rondônia também continua sendo um fator de risco. Incêndios criminosos, usados como instrumento de “limpeza” de áreas recém-desmatadas, ainda são uma realidade que desafia os órgãos de fiscalização ambiental.

Com a chegada do período mais seco do ano, o desafio do estado será manter o controle conquistado no primeiro semestre — e impedir que o fogo volte a avançar sobre o território amazônico.

*****

Fotos: Arquivo CBMRO/Governo do Estado de Rondônia

*****

Compartilhe esse conteúdo com seus amigos e familiares e siga os perfis do Rondônia Plural nas redes sociais:

Instagram

Facebook

X

Deixe um comentário

PLURALIDADES

Assine a nossa newsletter! Todo sábado você receberá no seu e-mail as principais notícias da semana