A 8ª Festa Camponesa realizada entre 27 e 29 de junho, no Bosque Beira Rio, em Jaru, revelou em números e gestos a força da produção agroecológica, reafirmando a agricultura familiar camponesa como um projeto concreto para a Amazônia, o Brasil e a América do Sul.
Com participantes de 11 estados brasileiros e representantes da Bolívia, Venezuela e Colômbia, por meio da Via Campesina Internacional, o encontro reuniu mais de 600 pessoas, promovendo trocas de saberes, partilhas de alimentos e reafirmação de práticas que colocam a vida acima do lucro, contrariando a lógica do agronegócio exportador de commodities.


Foram mais de 2,4 toneladas de alimentos preparados e partilhados ao longo dos dias de celebração, com cinco refeições diárias feitas por 30 trabalhadoras e trabalhadores no local.
Só no Café Camponês, servido no domingo (29), foram compartilhadas mais de 1,5 tonelada de alimentos em 38 pratos diferentes, todos produzidos com ingredientes livres de veneno, em sintonia com os ciclos da terra e com os modos de vida camponeses.
A Feira Agroecológica também expressou essa diversidade: mais de 30 bancas trouxeram alimentos e artesanatos da agricultura familiar de Rondônia, mostrando que é possível produzir com respeito à biodiversidade, ao território e à cultura local.


Mas talvez o símbolo mais potente do evento tenha sido a Troca de Sementes, onde cerca de 300 variedades crioulas e nativas foram registradas, resgatando a importância da autonomia camponesa frente à lógica das sementes transgênicas e das patentes das grandes corporações.
Um destaque foi o feijão carioca cultivado há mais de 40 anos por uma família camponesa, exemplo vivo da resistência contra a homogeneização imposta pelo agronegócio.
Além das sementes, mudas de plantas foram entregues a quem participou do momento de troca — um gesto de cuidado com o futuro e de plantio da soberania alimentar.
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Fotos: 8° Festa Camponesa/Divulgação
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