A greve dos profissionais da educação em Rondônia chegou ao 13º dia na última terça-feira (19), marcada por um episódio de tensão no Centro Político Administrativo (CPA), sede da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
Caravanas das 11 regionais do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero) se concentraram em Porto Velho e realizaram caminhada até o prédio da secretaria, cobrando respostas do governo estadual para pautas que, segundo a categoria, estão em discussão há mais de sete meses.
Ao chegarem ao CPA, os trabalhadores encontraram barreiras policiais que impediram a entrada no prédio. Houve empurra-empurra, e alguns manifestantes relataram ferimentos leves.
A professora Estélia Araújo, que estava no local, afirma que o objetivo do grupo era apenas abrir negociação. “A gente não tinha ideia de fazer confronto com a polícia, era só mesmo entrar para fazer a mediação, mas aí criou toda essa repercussão”, disse.
Ela relata que colegas ficaram com arranhões e hematomas, e um manifestante chegou a passar mal após levar uma “gravata” de um policial.
O Sintero repudiou a ação da polícia, afirmando que o espaço deveria ser de diálogo e não de repressão.

Após o momento de tensão, o sindicato foi recebido pelo diretor técnico Nilson Vieira, que – na ausência da secretária estadual de Educação, Ana Pacini – se comprometeu a encaminhar as reivindicações.
Entre as principais demandas estão valorização por titulação, correção das desigualdades entre técnicos educacionais de diferentes níveis, realização de concurso público unificado e melhores condições de trabalho para merendeiras, zeladores e professores.
No período da tarde, os educadores seguiram para a Assembleia Legislativa, onde foram ouvidos por deputados. A movimentação resultou na criação de uma comissão voltada à educação.
“Estamos em busca de justiça, respeito e dignidade para a categoria estadual. O prejuízo à comunidade escolar é de responsabilidade exclusiva do Governo de Rondônia”, declarou a presidenta do Sintero, Dioneida Castoldi.
A greve segue sem previsão de encerramento, com caravanas de trabalhadores permanecendo em Porto Velho para reforçar as mobilizações e pressionar o governo estadual por diálogo e propostas concretas.
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