A Força de Defesa de “israel” (IDF) assassinou, em menos de dois anos, mais jornalistas do que qualquer guerra da história da humanidade. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas Palestinos, 246 profissionais de imprensa foram assassinados desde o dia 7 de outubro de 2023.
Esse número representa mais mortes de jornalistas do que aconteceu outras guerras, como as 1º e 2º Guerras Mundiais, as guerras civis dos Estados Unidos, da Síria e do Vietnã (incluindo os conflitos no Camboja e Laos), além das guerras na Iugoslávia e na Ucrânia.
O Centro Palestino de Proteção aos Jornalistas (PJPC) destaca que, no último mês de agosto, testemunhou o assassinato de 15 jornalistas palestinos. A maioria perdeu a vida enquanto desempenhavam suas funções, o que representa uma grave violação da liberdade de imprensa.
No mais recente assassinato documentado, o PJPC relatou o assassinato da jornalista Islam Abed, correspondente do canal Al-Quds Al-Youm, na noite de domingo, 31 de agosto, martirizada junto com membros de sua família em um bombardeio “israelense” sobre a Cidade de Gaza.
A organização destacou ainda que, em 25 de agosto, o exército “israelense” lançou dois ataques contra o Hospital Nasser, em Khan Younis, matando cinco jornalistas: Mohammad Salama (cinegrafista da Al Jazeera), Hossam Al-Masri (cinegrafista da Reuters), Maryam Abu Daqqa (correspondente da Associated Press), Moaz Abu Taha (jornalista freelancer) e Ahmad Abu Aziz (editor da Quds Feed Network). O jornalista Hassan Douhan também foi morto no mesmo dia.
Dois dias antes, o PJPC documentou o assassinato do jornalista Khaled Mohammad Al-Madhoun, cinegrafista da Palestine TV, morto no norte de Gaza enquanto realizava seu dever profissional e humanitário de cobrir os crimes contra seu povo.
Em 19 de agosto, o exército “israelense” matou o jornalista Islam Al-Koumi, editor e criador de conteúdo para diversas plataformas de mídia, em um ataque aéreo na área de Sabra, ao sul da Cidade de Gaza.
Em 10 de agosto, seis jornalistas foram mortos em um ataque próximo ao Hospital Al-Shifa, na Cidade de Gaza: os correspondentes da Al Jazeera Anas Al-Sharif e Mohammad Qreiqa, os fotógrafos Ibrahim Zahir, Mo’men Aliewa e Mohammad Noufal, além do jornalista Mohammad Al-Khaldi, que trabalhava na plataforma Sahat. Eles foram mortos quando um bombardeio “israelense” atingiu uma tenda destinada a repórteres.
O Centro Palestino de Proteção a Jornalistas renovou sua forte condenação ao alvo sistemático e deliberado contra jornalistas, responsabilizando “israel” e os países que o apoiam por esses crimes.
O PJPC ressaltou que o Artigo 79 do Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra de 1977 estipula que “jornalistas engajados em missões profissionais perigosas em áreas de conflito armado devem ser considerados civis e, como tais, protegidos”.
Do mesmo modo, o Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos obriga os Estados a garantir a liberdade de expressão e a circulação de informações sem restrições. Já o Tribunal Penal Internacional classifica ataques deliberados contra jornalistas em conflitos como crimes de guerra, conforme o Estatuto de Roma de 1998.
No último 1 de setembro, mais de 200 veículos de comunicação de 50 países, participaram de uma ação global, criada pela ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e o movimento de global de mobilização Avaaz, que condenou os crimes do exército “israelense” cometidos com impunidade contra jornalistas. A ação contou com a participação da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).
“Na velocidade em que os jornalistas estão sendo mortos em Gaza pelas forças de “israel”, logo não haverá mais ninguém para te manter informado”, disse Thibaut Bruttin, Diretor Geral da Repórteres Sem Fronteiras (RSF). A frase dele tem sido usada para ajudar a denunciar os crimes do Estado falsificado conhecido como “israel”.
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