Na tarde do último domingo (7), no espaço da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, aconteceu o 31º Grito dos Excluídos e Excluídas, unindo pastorais sociais, sindicatos, movimentos populares, entidades civis e diferentes dominações religiosas.
O ato contou com falas das entidades organizadoras, cantorias, poesias, oração e momentos de partilha. Além disso, a organização convidou os participantes a levarem bandeiras, cartazes e faixas para dar visibilidade às lutas do povo.
Assim como aconteceu nos anos anteriores, a edição de 2025 buscou adaptar o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia” para a realidade da Amazônia.
“Quando a gente fala em preservação, falamos nos rios, nas florestas, nas cidades, e em tudo que passamos no último ano, com cheias e secas que atingiram tanto populações tradicionais quanto urbanas. É essencial mostrar nossa visão como amazônidas, não apenas o olhar de fora”, destaca Breno Vinícius Martins, um dos organizadores.
Martins ressaltou ainda que, neste ano, o ato esteve articulado ao Plebiscito Popular, que debate a redução da jornada de trabalho sem redução de salário — com o fim da escala 6×1 — e a taxação dos super-ricos.



Apesar de a adesão popular ter sido menor do que em anos anteriores, o organizador destacou o simbolismo da atividade. “Decidimos não fazer caminhada, mas uma manifestação concentrada, com espaço de integração, coleta de votos do Plebiscito e momentos de convivência. O Grito não se resume ao 7 de setembro, seguimos com atividades antes e depois, inclusive em comunidades mais afastadas e áreas rurais”, disse.
A ativista indígena Neidinha Surui, que participou do evento, também avalia de forma positiva a mobilização, destacando a coragem de ocupar o espaço público em um estado marcado pela força da extrema direita.
“Embora fossem poucos, era a sociedade ali em diversos movimentos sociais, com um representante de cada movimento manifestando por democracia, soberania do país e o fortalecimento dos direitos de todos os excluídos. E dissemos em alto e bom som: sem anistia para quem trai o país, para quem promove golpe no país”, enfatiza.
O Grito dos Excluídos, realizado desde 1995 em todo o Brasil, é um movimento que dá voz às lutas e clamores do povo, especialmente dos mais pobres e marginalizados. Em Porto Velho, a edição de 2025 se tornou mais uma vez um espaço de denúncia, anúncio e celebração da vida.
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Fotos: Lucas Maximus
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