No último domingo (21), comunidades de pescadores se reuniram em Jubim, na Ilha do Marajó, para formar uma linha simbólica de 16 barcos que exibiu uma faixa gigante com a frase “COP 30: Amazônia de Pé, Petróleo no Chão”.

Essas comunidades se sentem ameaçadas pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas, pois esta atividade coloca em risco ecossistemas marinhos e estoques pesqueiros, fundamentais para a sobrevivência dos pescadores.

Um vazamento ou a simples presença da indústria petrolífera poderia comprometer a qualidade da água, afastar os peixes e destruir modos de vida tradicionais construídos ao longo de gerações.

Para quem vive da pesca, a abertura dessa nova fronteira de exploração representa não apenas uma crise ambiental, mas também uma ameaça existencial à segurança alimentar e econômica da comunidade.

A mobilização reforça o protagonismo das comunidades que vivem na primeira linha dos impactos da extração de combustíveis fósseis, que ameaçam rios, florestas e modos de vida tradicionais – incluindo a Foz do Amazonas, cuja licença de exploração está muito perto de ser concedida.

Nelson Bastos, pescador e pesquisador da UFPA, reforça a preocupação de, que caso a exploração de petróleo na Foz do Amazonas continue em curso, a situação vivida pelos pescadores locais, que já sofrem com o trânsito de navios de grande porte impactando a atividade pesqueira, seja ainda mais agravada.

“Hoje a comunidade do Jubim vive um momento muito preocupante. Ela sobrevive principalmente da pesca, e quando estes navios se deslocam pelo rio, levam redes e outras ferramentas usadas pelos pescadores. E com a exploração de petróleo em curso na Foz do Amazonas, a vida dos pescadores artesanais do Jubim e do Marajó está ainda mais ameaçada. Estes grandes projetos em curso no território amazônico deixam as comunidades tradicionais da região vulneráveis ao capital internacional, que vem nos explorar e deixar os pescadores sem opção”, destaca.

A ação é parte das mobilizações globais Draw the Line /Delimite, que conectam mais de 500 ações em todo o mundo para “traçar uma linha” contra a desigualdade, a exploração de petróleo e a destruição ambiental.

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