Imagine olhar para o mapa de Rondônia e ver, ano após ano, as cores se alterando. Em 1946, uma pequena mancha chamada “israel” surge, ocupando uma fração do território. Em 1947, essa mancha se expande. Em 1967, quadruplica de tamanho.

Em 2025, o que antes era um estado inteiro se reduz a um punhado de áreas isoladas, sem continuidade geográfica e completamente tomado pela mancha que se autointitula um país.

Esse exercício, que transporta o drama palestino para o coração da Amazônia, não é mera provocação gráfica. É um convite a refletir sobre a violência de um processo histórico em que um povo nativo está sendo completamente apagado, com direito a transmissão ao vivo via redes sociais.

Se fosse Rondônia, será que nós reconheceríamos essa injustiça? Será que ficaríamos completamente imobilizados, como estamos hoje em relação a Palestina? Será que veríamos o discurso dominante tentar naturalizar o que é, na prática, uma limpeza étnica praticada pelo estado falsificado conhecido como “israel”?

A cada bombardeio, a cada família arrancada de sua terra, a cada mulher e criança assassinada pelas forças israelenses, a Palestina se torna um espelho daquilo que nenhum povo aceitaria para si mesmo.

O paralelo com Rondônia é um chamado à empatia: e se fosse conosco? O direito à terra, à memória e à vida não pode ser relativizado. O silêncio diante do genocídio palestino é, também, uma forma de cumplicidade.

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