Na última terça-feira (23), moradores de uma ocupação no bairro Areia Branca, localizado na zona sul de Porto Velho, realizaram uma manifestação contra a ameaça de despejo de 120 famílias que vivem no local.

Recentemente, os moradores da ocupação foram surpreendidos por uma liminar de reintegração de posse emitida pela prefeitura, mas a decisão foi suspensa após audiência judicial.

“Tivemos uma audiência e, graças a Deus, o juiz suspendeu a liminar porque são pessoas em situação de vulnerabilidade”, explicou o advogado Luiz Theodoro, que representa a comunidade. “Essas famílias não têm para onde ir, não têm onde morar”, reforçou.

Apesar da suspensão da liminar, a incerteza permanece, e os moradores aguardam uma solução definitiva para garantir o direito à moradia.

Com cartazes e palavras de ordem, os moradores tentaram sensibilizar o prefeito Léo Moraes. “Queremos moradia”, gritaram em coro.

As famílias ocupam um terreno da prefeitura que, segundo relatos, estava abandonado havia mais de 40 anos e não cumpria função social.

Em entrevista ao programa Tá na Hora, da TV Norte, afiliada do SBT, Cleumar, um dos moradores da ocupação, conta que antes da ocupação o terreno da prefeitura estava abandonado e era utilizado por traficantes para a venda de entorpecentes. “Depois que chegamos aqui, tudo isso acabou. As pessoas se sentem mais seguras de andar lá hoje em dia”, enfatizou,

“A gente pede encarecidamente ao prefeito Leo Moraes e ao poder público que dê um pouco de atenção. Estamos em busca do olhar sensível das autoridades para essas pessoas que não tem o poder aquisitivo. Ninguém aqui quer invadir terreno de prefeitura, a gente só está procurando um lugar para morar”, disse outro morador, pai de um menino de 2 anos, que não se identificou para a reportagem.

A manicure Karen Patrícia, em entrevista à programa Radar Rondônia, da SGC, afiliada da RedeTv, também fez um apelo ao prefeito Léo Moraes. “Eu tenho uma filha de 4 anos. Preciso muito atualmente. Não tenho carteira assinada, então venho pedir para ele que venha olhar para todos nós”, disse.

Já Karoliny da Silva, de 20 anos, cadeirante e moradora da ocupação, resumiu o sentimento coletivo: “A gente sonha em ter uma casa própria, como todo mundo.”

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