O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) divulgou, nesta semana, uma nota intitulada “Fora PM assassina da UNIR”, em que repudia a presença da Polícia Militar nos campi da instituição. A publicação relata que no dia 8 de setembro policiais foram avistados no campus Centro e, na mesma data, estudantes denunciaram a retirada de cartazes de conteúdo político no campus José Ribeiro Filho, localizado na BR-364.
De acordo com o DCE, uma nova aparição de viaturas ocorreu em 11 de setembro, novamente no campus José Ribeiro Filho, em frente à Diretoria de Registro e Controle Acadêmico (DIRCA). Para os estudantes, a presença da corporação representa intimidação, perseguição política e tentativa de repressão às lutas estudantis.
Na nota, o movimento estudantil recorda episódios recentes de violência envolvendo a PM em Rondônia, como a operação no bairro Orgulho do Madeira, em Porto Velho, em janeiro deste ano, e a morte de um camponês na Área Valdiro Chagas em agosto, sob comando do coronel Régis Braguin. O DCE acusa a corporação de atuar como “força de segurança do latifúndio”, perseguindo camponeses, indígenas e quilombolas.
Além disso, os estudantes criticam a postura da universidade diante de problemas internos. O texto relembra que, em 2023, a Polícia Militar foi chamada para intervir em um caso envolvendo um aluno em sofrimento psicológico, que acabou contido de forma violenta.
O DCE também questiona a ineficiência da PM em episódios de assédio sexual no campus, apontando que os totens disponíveis na universidade não atendem às necessidades da comunidade acadêmica.
O Diretório conclui a nota convocando entidades estudantis e toda a comunidade universitária a se mobilizarem contra a presença da PM na UNIR, reafirmando que a universidade “deve ser um espaço democrático, de ciência e de luta”, livre de censura, perseguição e repressão.
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