Na última quarta-feira (8), a Câmara dos Deputados aprovou um requerimento para derrubar a Medida Provisória (MP) 1303/25, do Governo Federal, que previa a taxação de bancos, casas de apostas e fintechs, a partir de 2026. A medida afetaria menos de 1% dos mais ricos e arrecadaria recursos para manter políticas públicas e programas sociais. Foram 251 votos a favor da retirada contra 193.

A bancada federal de Rondônia votou de forma unânime contra a proposta, acompanhando a maioria dos parlamentares brasileiros.

ParlamentarPartidoVoto
Coronel ChrisóstomoPLSim
Cristiane LopesUnião BrasilSim
Fernando MáximoUnião BrasilSim
Lucio MosquiniMDBSim
Mauricio CarvalhoUnião BrasilSim
Rafael FeraPodemosSim
Silvia CristinaPPSim
Thiago FloresRepublicanosSim

Em coletiva de imprensa, antes da decisão da Câmara, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que já observava uma movimentação que contrariava acordos firmados após reuniões entre integrantes do Executivo e o Legislativo.

“Não é que foram uma ou duas reuniões que nós fizemos. Foram muitas reuniões que foram feitas para demonstrar a qualidade do acordo que foi firmado. Então nós estamos com um texto que, sendo fruto de um acordo, exigiu concessões mútuas, mas que é um texto sóbrio e que leva o país para um fechamento de ciclo com sustentabilidade social e econômica. Então é esse o nosso objetivo”, explicou o ministro

“A gente sempre apresenta um cardápio de soluções. O que eu estou querendo aqui é reivindicar o acordo que foi feito, porque é acordo que não penaliza o trabalhador, que não penaliza 99% da população, e não penaliza nem 1%. Mas chama o 1% à responsabilidade de garantir que o país continue funcionando bem. É um chamamento à responsabilidade do 1%”, acrescentou.

Para o líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, houve quebra do acordo firmado. “Consideramos o que está acontecendo aqui hoje um ato de sabotagem contra o Brasil. Da parte do relator, houve toda a paciência para discutir um acordo de mérito, mas o que ficou claro para a gente é que aqui ficou claro a vontade de impor uma derrota política para o Brasil, não para o presidente Lula”, afirmou. 

O presidente Lula se manifestou sobre a decisão do Congresso Nacional em publicação nas redes sociais. “A decisão da Câmara de derrubar a medida provisória que corrigia injustiças no sistema tributário não é uma derrota imposta ao governo, mas ao povo brasileiro. Essa medida reduzia distorções ao cobrar a parte justa de quem ganha e lucra mais”, destacou.

“Impedir essa correção é votar contra o equilíbrio das contas públicas e contra a justiça tributária. O que está por trás dessa decisão é a aposta de que o país vai arrecadar menos para limitar as políticas públicas e os programas sociais que beneficiam milhões de brasileiros. É jogar contra o Brasil”, acrescentou o presidente.

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