Por Edilson Lobo
Compreender o alcance e a dimensão de um educador, é percorrer sendas muitas vezes indecifráveis. Não só pelos desafios que lhes são postos enquanto arte de educar, mas principalmente pelo que impõe essa nobre tarefa, na perspectiva de descortinar horizontes, considerando o universo de cada ser humano, com a complexidade que cada um carrega, moldados por diferentes formas de construções.
É nesse caos intrínseco de cada indivíduo, dispersos por estágios multifacetados, que o educador busca dar sentido a uma ordem, não só criadora, mas construtora de novas realidades.
O momento que estamos atravessando, mais do que nunca é imposto não só aos educadores, mas a todo um sistema educacional, um repensar mais reflexivo, sobre as formas, os processos organizativos e os princípios que norteiam e possam dar moldura a uma outra estrutura educacional, capaz de superar o vazio de ideias que tomou conta da sociedade brasileira e que ensejou um estágio de anomia social, de obscurantismo e dissonância cognitiva que vivenciamos.
Para além dos desafios postos, se torna uma condicionante inerente ao educador, a sua responsabilidade em aprimorar métodos, mecanismo, instrumentos didáticos e pedagógicos, no sentido de dar consistência ao sistema de ensino e aprendizagem, que deem conta de superar esse fosso no qual estamos mergulhados.
Superar esse estágio, que se estrutura em função das diversas formas de alienação que nos são impostas, requer mais que uma educação formal. Exige-se ir além da transmissão de conteúdos, inovando métodos na construção de saberes, promovendo conhecimentos de tal sorte a possibilitar exercícios na aprendizagem, de forma mais reflexiva, consciente, possibilitando ao educando, um diálogo permanente com a sua realidade, de forma que ele a observe, sabendo diferenciar o grau diverso da sua representatividade.
Estes são os problemas que estão postos de forma concreta no cotidiano da educação brasileira, e que nos chama à reflexão, nesta data comemorativa.
Nesse universo, qual o papel mais provocador que cabe aos profissionais da educação? Qual o alcance colocado num horizonte , para uma ação mais transformadora?
Dada a dimensão desse caos, creio que a resposta só poderia vir, de um exercício coletivo. Um esforço solidário, uma combinação de forças, congregando as diversas dimensões das responsabilidades que cabem a cada um dos atores que habita esse universo do nosso sistema educacional.
É a partir dessa desordem, que podemos através de uma dinâmica inovadora, pensada e articulada concretamente, formular alternativas, que estejam comprometidas com as reais necessidades dos desafios impostos pelo sistema educacional brasileiro, em sintonia com as reais necessidades da nossa sociedade.
Salve o dia do PROFESSOR!
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