Na noite desta segunda-feira (20), por volta das 21h, a Aldeia Aperoí, do Povo Indígena Puruborá, localizada no km 32 da BR-429, em Seringueiras, foi alvo de um incêndio criminoso que atingiu os fundos da Escola Indígena Ywara Puruborá e destruiu completamente a maloca tradicional — espaço sagrado e coletivo da comunidade.
Em nota publicada nas redes sociais, a Associação do Povo Indígena Puruborá afirmou que o fogo foi ateado de forma proposital e classificou o episódio como um atentado à memória e à cultura do povo.
“Essa maloca não era apenas uma casa de palha. Era o coração espiritual e cultural do povo, onde todos se reuniriam em momento de memória, resistência e reafirmação da ancestralidade”, diz o texto.
O crime acontece em meio a uma sequência de ataques e ameaças. No último sábado (19), a residência da cacica foi alvo de disparos de arma de fogo, em mais uma tentativa de intimidar as lideranças indígenas que lutam pela defesa do território e pela dignidade de seu povo.
De acordo com a Associação, agentes políticos locais — entre eles vereadores e moradores da região — têm contribuído para o clima de hostilidade ao disseminar fake news, desinformação e discursos de ódio contra o Povo Puruborá.
Os indígenas cobram das autoridades estaduais e federais uma investigação rigorosa sobre os ataques e a garantia de segurança para a comunidade, que segue resistindo diante da escalada de violência e intolerância.
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