Com início na manhã desta quarta-feira (12), a Cúpula dos Povos, evento paralelo à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), abre sua programação  reunindo mais de 200 embarcações, que transportam cerca de 5 mil pessoas de movimentos populares em ato simbólico de abertura. O evento acontece até o dia 16 de novembro, das 8h às 22h, na Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Guamá, em Belém.

Uma delegação de 1300 Sem Terra marcharam pela capital paraense para compor a barqueata vindos da região amazônica e de todo canto do país para iniciar a nossa barqueata, para dar abertura à Cúpula dos Povos.

“Vamos navegar pelos rios da Amazônia para colocar as nossas bandeiras e sobretudo a nossa bandeira da reforma agrária popular para dizer que não tem justiça climática sem reforma agrária popular.”  – afirmou Bárbara Loureiro, da coordenação do Plano Nacional Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis do MST.

A Cúpula dos Povos é construída pelos esforços de mais de 1.100 organizações da sociedade civil e, ao longo dos cinco dias, vai proporcionar diálogos abertos ao público, a partir de plenárias, atividades de enlaces dos eixos de convergência. O evento também conta com espaço dedicado à infância e adolescência, feira popular, cozinha solidária e atividades culturais.

A programação de discussões da Cúpula dos Povos é baseada em seis eixos: territórios e soberania alimentar, reparação histórica e racismo ambiental, transição justa, democracia e internacionalismo dos povos, cidades justas e periferias vivas, além do eixo feminismo popular e resistências das mulheres.

“Estamos aqui para denunciar as falsas soluções que estão na COP30, nos espaços oficiais, soluções das grandes corporações dos países que não pensam as verdadeiras demandas dos povos que estão sendo afetados pelas mudanças climáticas. Então a nossa barqueata é um grito pelas águas da Amazônia”, destacou Bárbara.

Com expectativa de reunir mais de 30 mil pessoas, o encontro é ainda uma resposta concreta dos povos ao que chamam de inércia e falta de compromisso da Conferência das Partes (COP), que, segundo as lideranças da cúpula, apesar de alcançar sua trigésima edição, com altos investimentos de realização e doações bilionárias a fundos de mitigação, pouco ou nada têm apresentado de resultados.

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