Na última segunda-feira (1), durante discurso na Câmara Municipal de Porto Velho, o vereador Fernando Silva (Republicanos) alegou estar sendo vítima de perseguição política por denunciar que o comandante da Polícia Militar do Estado de Rondônia (PMRO), Regis Braguin, vem usando a corporação para se autopromover como candidato político enquanto praças (militares de baixa patente) estão enfrentando punição por manifestações legítimas.

De acordo com o vereador, praças estão sendo punidos por publicarem críticas em uma publicação no perfil do Partido Novo de Rondônia no Instagram onde o comandante da PMRO era apresentado como pré-candidato a governo do estado usando a farda e um fuzil, algo que fere as regras de participação de militares em atos políticos-partidários.

Durante o discurso, Fernando Silva afirmou ainda que dois minutos após abrir a denúncia contra Braguin o alto escalão da PMRO mandou o Partido Novo apagar a publicação. “Mas graças a Deus que hoje tem o print, e a gente tirou print e guardou e vai estar oficializando uma denúncia do Ministério Público e no Tribunal Regional Eleitoral”, enfatizou.

“O praça da Polícia Militar indignado e com razão por conta do aumento que ele não teve foi se posicionar na rede social, (…), sabe o que aconteceu por conta desses praças que foram se manifestar de maneira séria e honesta? Esses praças estão correndo risco de não serem promovidos por conta de um comentário que eles fizeram na internet”, ressaltou.

“Quer dizer que o praça não pode falar e o oficial pode ir lá segurar arminha para poder fazer foto e participar de ato político?”, questionou o vereador, que é sargento da PM e policial militar da reserva remunerada.

“Ainda não começou o período eleitoral para o senhor estar se autopromovendo usando a farda e participando de atos políticos e usando dinheiro público. Quem é que vai punir o coronel Regis Braguin?”, criticou o vereador.

O vereador também disse enfrentar retaliações diretas. Após visitar o 6º Batalhão da PM, recebeu notificação de que deveria responder a uma sindicância por entrar no local sem permissão. “Quer dizer que policial militar não pode mais ir no batalhão visitar os seus amigos? Eles querem nos calar, mas não vão”, declarou.

Por fim, prometeu continuar sendo porta-voz dos praças: “Eu vou estar aqui falando por aquele praça que tá lá em Chupinguaia, em Cabixi, que não pode falar nada. Não tenho medo de perseguição. O sistema é bruto, mas não vou me acovardar.”

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