O documentário “Grupo Bem Viver: Memórias, Saberes e Identidade” acaba de ser lançado e já está disponível gratuitamente na plataforma YouTube (https://youtu.be/9lsHR2MU2RE). A produção audiovisual retrata a trajetória, os saberes e a identidade cultural das famílias que integram o Grupo Bem Viver, localizado em uma comunidade rural do município de Cacoal.

Produzido a partir de um processo de diálogo com a comunidade, o documentário valoriza as memórias, os modos de vida e a relação das famílias com a terra, destacando práticas culturais, conhecimentos populares e o vínculo com o meio ambiente. A narrativa foi construída pensando na histórias e as vivências dos personagens retratados.

Entre os depoimentos apresentados está o de Maria Fátima de Freitas, agricultora agroecológica e uma das entrevistadas do projeto, que compartilha sua relação com a terra e o cuidado com o território. Em sua fala, ela destaca:

“Cultivar a terra é mantê-la viva, porque, se a gente não cuida, não aprende a trabalhar com ela, a dar zelo, ela sofre com o sol, com o veneno e com os aditivos químicos. Cultivar a terra é aprender a deixá-la viva.”

Além do lançamento digital, o projeto prevê a realização de exibições presenciais como contrapartida cultural, com cronograma previsto para 2026. As sessões deverão ocorrer em escolas públicas urbanas e rurais, praças e comunidades de Cacoal e cidades vizinhas, ampliando o acesso ao conteúdo e fortalecendo o caráter educativo e comunitário do projeto.

A autora da obra, Leuziene Lopes, destaca que as comunidades rurais são ricas em cultura e que essa riqueza se manifesta desde os modos de cultivo da terra até os alimentos que chegam à mesa. Segundo a autora, o documentário traz uma narrativa sobre a agroecologia e a memória coletiva da comunidade, sendo um trabalho fundamental para a valorização dessas populações, que cuidam do território, preservam saberes e mantêm vivas práticas que protegem a terra e sua biodiversidade.

O documentário busca contribuir para a preservação da memória coletiva, a valorização da cultura local e o reconhecimento do papel do Grupo Bem Viver na construção de identidades e saberes no território, além de servir como um instrumento educativo.

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Texto e fotos: Assessoria

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