O presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou, neste sábado (3), uma nota oficial condenando duramente os bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano e a captura do presidente da Venezuela. Para Lula, os atos “ultrapassam uma linha inaceitável” e representam uma afronta gravíssima à soberania do país vizinho, além de um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Na avaliação do presidente brasileiro, atacar um país em flagrante violação do direito internacional abre caminho para um cenário de violência, caos e instabilidade global. “É o primeiro passo para um mundo onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, afirmou Lula, reforçando a defesa histórica do Brasil por soluções diplomáticas e pelo respeito às normas internacionais.
O presidente destacou que a condenação ao uso da força é coerente com a posição que o Brasil tem adotado em crises recentes em outras regiões do mundo. Segundo ele, a ação militar contra a Venezuela remete “aos piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe” e ameaça diretamente a preservação da região como uma zona de paz — princípio defendido por diversos países latino-americanos nas últimas décadas.
Lula também cobrou uma resposta firme da comunidade internacional. Para o presidente, a Organização das Nações Unidas (ONU) precisa agir de forma vigorosa diante do episódio, sob risco de normalizar intervenções militares unilaterais e enfraquecer ainda mais os mecanismos multilaterais de resolução de conflitos.
Ao final da nota, o chefe do Executivo brasileiro reiterou que o Brasil condena as ações e se coloca à disposição para contribuir com iniciativas que priorizem o diálogo e a cooperação entre os países. A posição do governo brasileiro ocorre em um momento de crescente tensão regional, com alertas de especialistas sobre os impactos humanitários, políticos e militares que um conflito envolvendo a Venezuela pode gerar — especialmente para países fronteiriços, como o Brasil.
A manifestação de Lula reforça a defesa da soberania nacional, do direito internacional e da paz na América Latina, em um contexto marcado pelo risco de escalada do conflito e de instabilidade em toda a região.
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