Em momentos de agressão externa e ruptura das normas internacionais, o silêncio nunca é neutro. Ele favorece o mais forte e legitima a violência como método de imposição política. Por isso, manifestar solidariedade à Venezuela hoje não é um gesto ideológico ou circunstancial: é uma posição ética e política em defesa da soberania, da paz e do direito dos povos latino-americanos decidirem seus próprios destinos.
O ataque estadunidense ao território venezuelano e o sequestro de seu presidente representam uma escalada perigosa, que retoma práticas de intervenção historicamente usadas contra países da América Latina e do Caribe.
São ações que desrespeitam frontalmente o direito internacional e ameaçam transformar a região — construída a duras penas como zona de paz — em mais um tabuleiro de disputas geopolíticas das grandes potências.
A história é marcada por intervenções imperialistas que prometeram “ordem” e entregaram caos, instabilidade e dependência. Repetir esse caminho é ignorar as lições do passado.
Defender a Venezuela contra a agressão externa não significa defender governos, partidos ou projetos específicos, mas sim o princípio básico da autodeterminação dos povos — fundamento indispensável para qualquer convivência internacional justa.
A América Latina não é quintal de ninguém, mas um conjunto de nações soberanas, com direito à paz, ao diálogo e à cooperação.
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