A greve de fome em defesa da educação pública municipal de Porto Velho já ultrapassa 56 horas e segue sem qualquer posicionamento oficial dos sindicatos ou do prefeito Léo Moraes. O protesto, realizado por professoras da rede municipal, ocorre na Câmara Municipal de Porto Velho e está previsto para seguir até o dia 11 de janeiro, às 14h.

A mobilização extrema denuncia o que as educadoras classificam como omissão institucional diante de pautas históricas da categoria. Entre as principais reivindicações estão o abono da educação, o rateio dos recursos do FUNDEB e a revisão de descontos considerados indevidos aplicados no pagamento do retroativo salarial dos profissionais da educação.

Segundo as manifestantes, a greve de fome é resultado de uma verdadeira peregrinação por respostas, marcada por promessas não cumpridas, reuniões infrutíferas e ausência de transparência quanto à aplicação dos recursos do FUNDEB. “Chegamos ao limite. Quando o diálogo é negado, o corpo vira instrumento de luta”, afirmam as educadoras em nota divulgada no local do protesto.

O silêncio do Executivo municipal e a postura dos sindicatos, que até o momento não se manifestaram publicamente sobre o impasse, têm gerado indignação entre professores, servidores públicos e setores da sociedade civil. Para os grevistas, a inércia das instituições agrava o sentimento de abandono e desrespeito com quem sustenta a base do sistema educacional da capital.

Entidades ligadas à educação, parlamentares e movimentos sociais começam a se mobilizar em solidariedade às professoras, alertando para os riscos à saúde das manifestantes e cobrando uma intervenção urgente do poder público para abertura de diálogo e encaminhamento das demandas.

A greve de fome, que já se tornou um símbolo de resistência, expõe uma crise profunda na relação entre a gestão municipal, sindicatos e trabalhadores da educação. Até o fechamento desta matéria, nenhuma nota oficial havia sido divulgada pela Prefeitura de Porto Velho ou pelas entidades sindicais sobre o caso.

A expectativa das manifestantes é que, antes do prazo final do protesto, haja sensibilidade política, responsabilidade administrativa e respeito à educação pública, evitando que o silêncio continue sendo a única resposta diante de uma luta que envolve direitos, dignidade e valorização profissional.

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