No dia 28 de janeiro, em Recife (PE), durante uma manifestação contra a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, um jornalista correspondente do jornal A Nova Democracia (AND) foi baleado no tornozelo por disparos da Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) enquanto cobria os atos. A bala segue alojada dentro do tornozelo do profissional de imprensa.
Os fatos, amplamente registrados — inclusive em vídeo produzido pelo próprio jornalista popular — mostram que, além de ferido, ele foi tratado com truculência pela PM. Um policial chegou a apontar uma escopeta para seu rosto e insultá-lo quando tentava exercer sua função de cobrir a manifestação, ferindo frontalmente princípios fundamentais como a liberdade de expressão e de imprensa.
Ao buscar atendimento médico em um hospital, o jornalista foi ainda abordado por policiais dentro da unidade de saúde, que tentaram obstruir seu tratamento e prendê-lo sob acusações infundadas de “agressão” aos policiais.
Somente após intervenção de um advogado, o profissional de imprensa conseguiu ser atendido — e mesmo assim, após receber cuidados, foi conduzido por agentes para uma delegacia dentro de um camburão.
Esse episódio é mais do que o relato de uma agressão individual: expressa uma tendência preocupante de intimidação de jornalistas e ativistas que cobram poderosas instituições ou criticam políticas hegemônicas.
A liberdade de imprensa — consagrada como direito fundamental e pilar de qualquer sociedade democrática — se vê ameaçada quando quem denuncia, observa e expõe é atacado por agentes do Estado.
Rechaçamos toda forma de violência institucional contra a imprensa, seja por ação direta ou por tentativas de cercear o trabalho jornalístico sob pretextos administrativos ou penais.
Defender quem informa não é apenas solidariedade a um profissional ferido: é defender o direito de toda a sociedade à informação livre, plural e sem censura.
O Rondônia Plural se solidariza com o jornalista e com todos os profissionais e comunicadores populares que enfrentam riscos para levar ao público notícias e análises que outros não querem ouvir.
Que este caso seja esclarecido com transparência, que os responsáveis sejam punidos e que a liberdade de imprensa seja integralmente respeitada em nosso país.
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