Em meio a novos episódios de discriminação no futebol internacional, que voltaram a evidenciar a urgência do debate, o Sport Club Corinthians Paulista entrará em campo, nesta quarta-feira (25), na partida contra o Cruzeiro, com um recado direto contra o preconceito. Na parte superior da gola do uniforme, a frase “Racismo é crime. Denuncie” estampa o posicionamento do clube. Durante a entrada em campo, os atletas erguerão a gola da camisa até a altura da boca, revelando a mensagem e criando uma imagem contundente contra a discriminação racial no esporte.

A ação é uma iniciativa do clube, junto à agência de propaganda AlmapBBDO, que contou com a participação da agência ALOB Sports. Mais do que uma intervenção pontual, a iniciativa transforma o uniforme, símbolo máximo de identidade e pertencimento, em plataforma de posicionamento. 

Além da frase, o manto alvinegro ainda levará o patch da campanha de enfrentamento ao racismo que o clube vem realizando por meio de seu Departamento Cultural que destaca o protagonismo negro na fundação, formação e trajetória do clube, batizada de “A História Preta do Corinthians”; e um QR Code para conteúdo educativo no site oficial, que também pode ser acessado pelo www.corinthians.com.br/noticias/preto-e-branco-o-time-do-povo-na-luta-antirracista.

Ao transformar o gramado em espaço de manifestação e o uniforme em instrumento de conscientização, o Corinthians reforça que sua grandeza vai além das conquistas: está na capacidade de representar e defender sua torcida.

Contra o racismo não há meio-termo

“O Corinthians nasceu do povo e representa milhões de torcedores de todas as origens. A nossa história é de luta e resistência. Essa é mais do que uma ação, é mais um posicionamento claro: racismo é crime e precisa ser denunciado sempre”, afirma Rafael Castilho, Diretor Cultural e de Responsabilidade Social do Corinthians.

“A imagem dos jogadores com a boca parcialmente coberta simboliza o silêncio historicamente imposto às vítimas de racismo. Ao mesmo tempo, transforma esse símbolo em uma manifestação pública, ao levar a mensagem a milhões de pessoas. É um chamado para que atletas, clubes, marcas e torcedores assumam seu papel na construção de um ambiente mais justo e igualitário”, completa.

“Martin Luther King disse: ‘O que me preocupa não é o grito dos desonestos, e sim o silêncio dos bons’. Quando Vini Jr. não se cala, quando Mbappé junta sua voz à dele, quando Hugo também se posiciona e quando o Corinthians se une a essa luta, a força da causa aumenta muito. O racismo é crime, e precisamos gritar isso juntos até que essa realidade mude. Na nossa ideia, a criatividade atua como uma ferramenta para que essa mudança aconteça”, afirma Iron Brito, diretor de criação da AlmapBBDO.

Para a ALOB, a ação reforça o papel do esporte como agente de impacto social. “O marketing esportivo tem a responsabilidade de ir além da exposição de marcas. Quando usamos esse alcance para apoiar um posicionamento claro contra o racismo, contribuímos para fortalecer uma mensagem que precisa ser permanente dentro e fora dos estádios”, declara Bernardo Pontes, CEO da ALOB Sports.

“Desde seu primeiro distintivo, bordado pelas mãos de uma mulher preta, passando pelos grandes ídolos negros em nossa história e as grandes referências de lideranças de pessoas negras em nossa torcida, o Corinthians se apresenta para a sociedade como um espaço de pertencimeto, inclusão e de luta. A força do Corinthians está justamente em sua diversidade e sua pluralidade. O Corinthians é uma janela por onde muitos brasileiros enxergam o mundo. Portanto, é absolutamente coerente com a própria história, a luta e a responsabilidade no enfrentamento ao racismo”, Rafael Castilho – Diretor Cultural do Sport Club Corinthians Paulista.

A transmissão da partida será exclusiva do Premiere. O duelo é válido pela quarta rodada do Brasileirão, e será disputado no Mineirão, em Belo Horizonte, MG.

Casos de racismo devem ser denunciados. Se presenciar ou sofrer discriminação racial, registre ocorrência pelo Disque 100, canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, acione o 190 da Polícia Militar em situações imediatas, procure uma unidade da Polícia Civil de seu estado ou encaminhe a denúncia ao Ministério Público do Brasil. Racismo é crime, denuncie.

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