Enquanto forças israelenses atacavam, na noite deste domingo (8), a embarcação Madleen, da Flotilha da Liberdade, e sequestravam 12 ativistas em águas internacionais — entre eles o brasileiro Thiago Ávila e a sueca Greta Thunberg — o governador de Rondônia, Marcos Rocha (União Brasil), encontrava-se em missão oficial em Israel.

Marcos Rocha está em Israel em uma missão que faz parte da agenda oficial do Consórcio Brasil Central (BrC), que começou no último sábado (7) e se estenderá até 14 de junho de 2025. Além do governador de Rondônia, a missão conta com a participação de delegações do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Goiás.

Nos próximos dias, a missão seguirá com visitas a diversas cidades israelenses para que os governadores conheçam setores estratégicos como agropecuária, inovação, saúde, desenvolvimento social e segurança pública.

A presença do governador no território israelense foi divulgada por veículos da imprensa nacional. No entanto, não há qualquer menção à viagem nas plataformas oficiais do Governo de Rondônia, tampouco na agenda pública do chefe do Executivo estadual, que teoricamente deveria prestar contas de sua atuação no exterior, sobretudo em meio a uma missão oficial.

Detalhes da missão, como objetivos específicos, compromissos firmados e custos da viagem, seguem desconhecidos da população rondoniense.

Além da falta de transparência institucional, a presença do governador Marcos Rocha em Israel chama atenção pela delicadeza geopolítica do momento, uma vez que a ação israelense contra a Flotilha da Liberdade — coalizão internacional que leva ajuda humanitária à Faixa de Gaza — é amplamente denunciada como violação do direito internacional.

*****

Foto: Fabrício Oliveira/BrC

*****

Compartilhe esse conteúdo com seus amigos e familiares e siga os perfis do Rondônia Plural nas redes sociais:

Instagram

Facebook

X

Deixe um comentário

PLURALIDADES

Assine a nossa newsletter! Todo sábado você receberá no seu e-mail as principais notícias da semana