No início de setembro, a área revolucionária Valdiro Chagas, em Machadinho D’Oeste – dirigida pela Liga dos Camponeses Pobres (LPC) – recebeu uma missão de solidariedade convocada pelo Comitê de Apoio à Luta Pela Terra (CALT).
O ato reuniu representantes do Diretório Central dos Estudantes da UNIR (DCE/UNIR), Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e Movimento Feminino Popular (MFP), além da cobertura presencial de correspondentes do jornal A Nova Democracia em Porto Velho.
A atividade teve início no Barracão de Assembleia Popular da área, onde camponeses e apoiadores relembraram a trajetória de Raimundo Nonato de Souza Gomes, assassinado em 8 de agosto durante uma operação ilegal do Bope, comandada pelo chefe da Polícia Militar de Rondônia, coronel Regis Braguin.
Os camponeses destacaram a disciplina, dedicação e combatividade de Raimundo, transformando sua memória em símbolo de resistência. “Tá vendo essa foto aqui, um dia pode ser a minha. Eu posso morrer hoje, amanhã, mas eu vou morrer lutando”, declarou um camponês, ecoando o sentimento coletivo do grupo.

As falas também ressaltaram como a repressão contra a luta pela terra, historicamente, reforça a organização dos trabalhadores, citando exemplos como Corumbiara (1995) e a área Tiago Campin dos Santos (2021).
Os camponeses lembraram ainda de outros momentos da história em que as forças que pareciam invencíveis foram e estão sendo derrotadas pela luta popular organizada, como a queda do nazifascismo na Alemanha, a invasão imperialista norte-americana no Vietnã e a invasão imperialista sionista na Palestina.
Uma representante da CPT alertou para a gravidade da situação em Rondônia, que já soma mais de 70 áreas em risco de conflito entre camponeses e latifundiários.
A emoção tomou conta quando crianças da comunidade apresentaram duas canções – Conquistar a Terra e O Risco – arrancando lágrimas e aplausos.
O encontro terminou com uma passeata ao redor do galpão, onde camponeses, estudantes, professores e apoiadores levantaram bandeiras e bradaram palavras de ordem pela luta pela terra e contra a violência no campo.
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Fotos: Jornal A Nova Democracia (AND)
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