O presidente Lula usou as redes sociais para criticar publicamente a prisão de Thiago Ávila, ativista brasileiro da Global Sumud Flotilla, missão internacional que levava ajuda humanitária a civis palestinos e foi interceptada em águas internacionais pelas forças israelenses em 29 de abril. Lula classificou a ação como “injustificável”, afirmou que o caso gera grande preocupação e defendeu que deve ser condenado por todos.
Segundo o presidente, a abordagem e prisão dos ativistas em águas internacionais configuram uma “séria afronta ao direito internacional”, elevando a gravidade do episódio e ampliando o debate sobre a legalidade da operação conduzida pelas forças armadas israelenses.
Na publicação, Lula também destacou que o governo brasileiro está atuando em conjunto com a Espanha, que igualmente teve um cidadão detido na mesma ação. Os dois países exigem garantias de segurança para os ativistas e a libertação imediata dos envolvidos.
A delicada situação de Thiago Ávila
Em 29 de abril, as embarcações da Global Sumud Flotilla foram interceptadas pelas forças israelenses em águas internacionais, próximo a Grécia, aproximadamente a 500 milhas de Gaza, muito longe das fronteiras do estado falsificado conhecido como “israel”. Na ação, foram detidos mais de 180 ativistas, com relatos de violência e tortura. Entre eles, estavam os brasileiros Leandro Lanfredi e Mandi Coelho, que chegaram no Brasil na última segunda-feira (4).
Thiago Ávila e o espanhol Saif Abu Keshk foram mantidos presos. Nas redes sociais, a Global Sumud Flotilla faz campanha para pressionar pela libertação dos dois ativistas e denuncia que eles estão sendo torturados pelas autoridades israelenses. Há relatos de que o ativista brasileiro chegou a ficar temporariamente cego após ser submetido a tortura.
Nas redes sociais, a esposa de Thiago, Lara Souza, informou que foram colocadas contra o ativista cinco acusações não formalizadas – colocadas como “suspeitas – de associação ao terrorismo.
De acordo com a advogada que acompanha o caso, não há nenhuma prova ou evidência que justifique as acusações.
Por conta disso, o ativista permanece preso para ser interrogado pela inteligência israelense enquanto a Corte do “país” achar justificável. Existe o risco do ativista ser executado por enforcamento.
“As acusações são baseadas em uma suposta associação com terrorismo e colaboração com inimigo em período de guerra. Thiago é um ativista que há mais de 20 anos luta junto aos palestinos pela emancipação desse povo. Ele não é nem nunca foi de um grupo terrorista e organizar ações de ajuda humanitária não é colaborar com o inimigo de guerra. É direito de um povo que está sofrendo genocídio há anos”, relatou Lara.
Ainda de acordo com a esposa do ativista, a advogada pediu que Thiago pudesse entrar em contato com a família e o pedido foi negado pelo juiz. “Não sabemos qual é a real situação física dele”, enfatizou.
Na última terça-feira (5), a mãe do ativista Thiago Ávila, Teresa Regina de Ávila e Silva, faleceu em meio a mobilização internacional pela libertação do filho. Ela enfrentava uma condição de saúde delicada nos últimos meses.
Interceptação da missão humanitária mostra verdadeira face do regime nazisionista
A Global Sumud Flotilla é uma missão internacional que tem o objetivo de romper o cerco ilegal imposto por “israel” para levar ajuda humanitária – suprimentos e insumos médicos – para civis palestinos, muitos deles crianças e mulheres, que estão sem acesso a alimentos, água potável e medicamentos.
Apesar de ter sido interceptada, a missão ajuda a desmascarar o regime sionista de “israel”, que se vende para o mundo como um país moderno e ostenta o título de “a única democracia do Oriente Médio”.
Entretanto, nenhuma democracia deteria com violência ativistas que só querem levar ajuda humanitária para as crianças famintas em Gaza. Nenhuma democracia criminaliza a solidariedade, como “israel” está tentando fazer com Thiago Ávila e Saif Abu Keshk.
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