O ministro da “segurança nacional” de “israel”, Itamar Ben-Gvir, divulgou nas redes sociais um vídeo em que integrantes da Global Sumud Flotilla aparecem sendo humilhados e submetidos a violência física após serem ilegalmente detidos por participarem de uma missão humanitária destinada à Faixa de Gaza.
Em uma missão pacífica, a flotilha transportava ajuda humanitária – alimentos, água, materiais escolares, medicamentos e insumos médicos – para civis palestinos afetados pelo cerco “israelense”.
Nas imagens divulgadas pelo próprio ministro, uma mulher grita “Palestina livre” enquanto soldados israelenses a imobilizam violentamente. Em seguida, Ben-Gvir aparece balançando uma bandeira israelense e afirma: “Bem-vindos a Israel” e “Nós somos os donos da casa”, enquanto os integrantes da missão permanecem prostrados sob custódia.
O ministro também debocha dos ativistas detidos. “Eles vieram com muito orgulho, como grandes heróis, vejam como estão agora”, diz no vídeo. Em outro trecho, acusa os integrantes da flotilha de serem “apoiadores de terroristas”, apesar de a missão transportar exclusivamente ajuda humanitária destinada à população civil palestina.
Ben-Gvir ainda pede ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que mantenha os ativistas presos por tempo prolongado. “Deixe-os para mim por muito, muito tempo, deixe-os sob nossa custódia”, declarou.
Entre os ativistas detidos estão quatro brasileiros: Cassio Pelegrini, Beatriz de Oliveira, Thainara Rogério e a rondoniense Ariadne Telles, que é advogada e integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RO.
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