Vilhena recebeu, entre os dias 26 e 29 de agosto, a 7ª edição do Festival Amazônico de Teatro (FAT), evento que transformou a cidade em ponto de encontro de grupos e artistas da Amazônia Legal. A programação gratuita ocupou o Teatro Wankabuki e outros espaços urbanos, oferecendo espetáculos, oficinas, monólogos e ações formativas voltadas à democratização do acesso às artes cênicas.

Realizado pelo Teatro Wankabuki, com apoio da Prefeitura de Vilhena, por meio da Fundação Cultural, o festival destacou a diversidade de linguagens e estéticas produzidas na região Norte. Participaram grupos e artistas de Rondônia, Amazonas, Pará, Mato Grosso e Amapá, reforçando o intercâmbio cultural entre diferentes territórios amazônicos.

A abertura contou com a contação de histórias “Velhinha Maluquete: Maluca por Histórias”, apresentada pela artista vilhenense Lu Rodrigues. No mesmo dia, o público teve acesso à oficina “Corpos em Suspensão: Introdução à Pesquisa Aérea e Criação em Trapézio”, conduzida por Klindson Cruz, de Porto Velho.

Nos dias seguintes, o FAT ofereceu oficinas voltadas à experimentação corporal e à criação cênica, como “Oficina Teatral para Corpos Dissidentes”, do Grupo Jurubebas de Teatro (Manaus), e “Construindo Ambientes: Práticas entre a Linguagem da Cena e a Instalação”, ministrada por Otavio de Sousa, de Ji-Paraná.

A programação também incluiu espetáculos em diferentes espaços da cidade. Entre eles, “Ensaio Geral”, apresentado na Escola Genival Nunes; “O Homem e as Caixas”, do Grupo LimAcs (Cuiabá); e o monólogo “Jornada Bufa”, com o artista Jhou Santos, de Macapá No Teatro Wankabuki. O festival ainda realizou uma apresentação no Beco Wanka “Papisa Joana” com o Grupo Jurubebas de Teatro (Manaus) e rodas de conversa com o público ao final das apresentações.

Parte das atividades contou com acessibilidade em Libras, ampliando o alcance da programação. O FAT contou com a presença de 07 pessoas da comunidade surda que puderam prestigiar dois espetáculos de teatro “Abaeté” do Achados e perdidos produções e “Tucumã e Buriti: as brocadas do Tarumã-Açu” do Grupo Jurubebas de Teatro (Manaus), além de Show musical com Gabi Schmadecke e Gabriel Cavalli.

A proposta de ocupar diferentes espaços da cidade também buscou aproximar novos públicos do teatro, fortalecendo a formação de plateia e estimulando o contato da comunidade com produções contemporâneas da região.

O FAT consolidou mais uma edição marcada pela pluralidade e pela circulação de artistas amazônicos. Para o Teatro Wankabuki, o festival representa um espaço de fortalecimento da produção teatral regional, de trocas e intercâmbios entre artistas e de valorização das narrativas que emergem dos territórios da Amazônia Legal.

Com quatro dias de atividades intensas, o evento reafirmou Vilhena como um dos polos culturais do Norte e reforçou a importância de políticas e iniciativas que garantem acesso, diversidade e continuidade às artes cênicas na região.

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Fotos: Davi Ferreira

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