Servidores do Hospital Infantil Cosme e Damião (HICD), em Porto Velho, relatam uma série de situações que, segundo eles, vêm causando insegurança, constrangimento e desgaste no ambiente de trabalho desde o início da atual gestão da unidade. Entre as principais reclamações estão supostas mudanças de setor sem justificativa clara, transferência ou devolução de servidores para outras unidades hospitalares e relatos de tratamento diferenciado envolvendo trabalhadores que estiveram afastados por licença médica.
Segundo os relatos, alguns servidores teriam sido remanejados após períodos de afastamento por motivo de saúde, levantando questionamentos sobre os critérios utilizados pela administração para essas mudanças.
Servidores questionam mudanças de setor
Uma das principais reclamações diz respeito ao remanejamento de servidores de carreira entre diferentes setores do hospital. Os trabalhadores questionam a ausência de informações claras sobre os critérios utilizados para determinadas mudanças e afirmam que algumas decisões teriam provocado insegurança e preocupação entre as equipes.
Também há relatos de servidores que teriam sido devolvidos ou encaminhados para outros hospitais, sem que, segundo os denunciantes, fossem apresentadas justificativas suficientemente claras sobre as decisões.
Os servidores defendem que todas as movimentações funcionais sejam devidamente fundamentadas e que os critérios adotados sejam transparentes e aplicados de maneira isonômica.
Licenças médicas entram no centro das reclamações
Outro ponto considerado preocupante pelos trabalhadores envolve servidores que passaram por períodos de licença médica.
De acordo com os relatos, após o afastamento, alguns profissionais teriam enfrentado mudanças de setor ou outras alterações funcionais.
Os denunciantes pedem que seja investigado se existe ou não relação entre os afastamentos por motivo de saúde e as medidas administrativas posteriormente adotadas.
A preocupação apresentada é de que eventuais medidas administrativas não sejam utilizadas como forma de retaliação ou tratamento diferenciado contra servidores que precisaram se afastar por questões de saúde.
Denúncias de possível assédio moral
Os trabalhadores também relatam situações que consideram constrangedoras e que, segundo eles, estariam contribuindo para um ambiente de trabalho marcado por pressão e receio de represálias.
Os relatos levantam a possibilidade de ocorrência de assédio moral, perseguição funcional ou retaliação, mas os fatos ainda precisam ser devidamente investigados pelos órgãos competentes.
A principal reivindicação dos servidores é que eventuais denúncias sejam apuradas de forma independente e que trabalhadores chamados a prestar esclarecimentos ou testemunhos não sofram qualquer tipo de retaliação.
Reformas provocam questionamentos
Além das questões relacionadas aos servidores, outro assunto que chama a atenção é a realização de reformas e intervenções estruturais dentro do hospital. Relatos apontam para intervenções físicas, incluindo quebra de paredes e alterações nos ambientes internos da unidade, situação que vem sendo questionada por trabalhadores.
Os servidores não são contrários à realização de melhorias estruturais no hospital. A preocupação, segundo os relatos, está relacionada à forma como as intervenções vêm sendo realizadas e aos possíveis impactos sobre pacientes, acompanhantes e profissionais.
Entre os pontos que os trabalhadores defendem que sejam esclarecidos estão o planejamento das obras, a existência de projetos e responsáveis técnicos, as medidas de segurança adotadas durante as intervenções e os impactos das reformas sobre o funcionamento dos setores.
Pedido de investigação
Diante das situações relatadas, os servidores defendem que os órgãos competentes realizem uma apuração ampla e imparcial dos acontecimentos.
Entre os pontos que os trabalhadores querem ver esclarecidos estão os critérios utilizados para remanejamentos, transferências e devoluções de servidores; a eventual relação entre licenças médicas e mudanças funcionais; possíveis situações de assédio moral ou retaliação; além das condições de segurança relacionadas às obras realizadas dentro do hospital.
Os denunciantes também solicitam que a identidade dos trabalhadores seja preservada, quando legalmente possível, devido ao receio de possíveis represálias.
A intenção, segundo os relatos, não é impedir medidas administrativas ou reformas necessárias ao funcionamento do Hospital Infantil Cosme e Damião, mas garantir que as decisões sejam tomadas de forma transparente, fundamentada e respeitando os servidores, pacientes e acompanhantes.
Os fatos apresentados constituem relatos que ainda dependem de apuração pelos órgãos responsáveis. Eventuais irregularidades somente poderão ser confirmadas após análise documental, oitivas dos envolvidos e demais procedimentos de investigação.
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