Dados divulgados pelo Ministério da Saúde na última segunda-feira (9) apontam que Rondônia é atualmente o terceiro estado brasileiro com maior número de casos confirmados de Mpox. Até o momento, o estado soma 11 registros da doença, ficando atrás apenas de São Paulo, com 93 casos, e do Rio de Janeiro, com 18. Em todo o país, foram confirmados 140 casos da doença, além de 539 suspeitos e nove classificados como prováveis.

Apesar de aparecer em terceiro lugar no ranking absoluto, Rondônia chama atenção quando os dados são analisados proporcionalmente ao tamanho da população. Ao cruzar os números com o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), especialistas observam que o estado apresenta uma taxa de incidência de 0,69 casos para cada 100 mil habitantes.

O índice é mais de três vezes superior ao registrado em São Paulo, que tem taxa de 0,20 por 100 mil habitantes, mesmo concentrando cerca de 62% dos casos confirmados no país.

Essa análise proporcional é considerada essencial para compreender o impacto real da doença em cada região. Enquanto estados mais populosos tendem a concentrar maiores números absolutos, o peso relativo de cada caso é maior em estados com população menor.

O contraste também aparece na comparação com o Rio de Janeiro. Apesar de ocupar a segunda posição em número total de casos (18), o estado apresenta taxa de incidência de 0,11, bem abaixo da registrada em Rondônia.

Ranking de incidência proporcional

Considerando a taxa de casos por 100 mil habitantes, o ranking nacional é liderado por Rondônia:

  1. Rondônia – 0,69 (11 casos)
  2. São Paulo – 0,20 (93 casos)
  3. Rio de Janeiro – 0,11 (18 casos)
  4. Rio Grande do Norte – 0,09 (3 casos)
  5. Minas Gerais – 0,05 (11 casos)

O que é a Mpox

A Mpox é uma doença zoonótica causada por um vírus do mesmo gênero da varíola humana. A transmissão pode ocorrer por contato direto com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres portadores do vírus.

Entre os sintomas mais comuns estão lesões ou erupções na pele, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e inchaço dos linfonodos (ínguas).

A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas procurem imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica e evitem contato próximo com outras pessoas até a confirmação do diagnóstico.

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Foto: Organização Mundial da Saúde (OMS)/Divulgação

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